Polícia Federal cumpre mandados em investigação que envolve fraudes financeiras no Banco Master e amplia apurações sobre esquema de corrupção

Nova fase da Operação Compliance Zero mira Jaques Wagner por envolvimento em esquema bilionário de fraudes no Banco Master.
Nova fase da Operação Compliance Zero foca em Jaques Wagner e Banco Master
A Operação Compliance Zero avançou nesta quinta-feira, 18 de junho de 2026, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado. A investigação mira o esquema de fraudes financeiras no Banco Master, comandado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso. A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
O nome de Jaques Wagner entrou na investigação após revelações de que sua nora recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Banco Master, pagos à empresa BK Financeira, da qual ela é proprietária. Apesar das evidências, o senador afirmou não ter conhecimento de qualquer investigação relacionada e negou envolvimento em negociações com a instituição financeira.
Detalhes da operação e cumprimento dos mandados nas regiões afetadas
Além de Jaques Wagner, a operação teve como alvo o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão estão sendo executados na Bahia, São Paulo e Distrito Federal. A Compliance Zero é uma investigação conduzida pela Polícia Federal que começou em novembro de 2025 e busca desmantelar um esquema de fraudes bilionárias envolvendo carteiras de crédito sem lastro e emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master.
Histórico da Operação Compliance Zero e impacto político
Desde o início, a operação já atingiu figuras políticas relevantes, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o ex-governador do Rio Cláudio Castro (PL), este último investigado por aportes suspeitos do Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master que somaram cerca de R$ 3 bilhões. A ampliação da apuração para investigar uma rede de corrupção, pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e a existência de uma estrutura paralela de intimidação e espionagem, apelidada de “A Turma”, reflete a complexidade do caso.
Análise do impacto econômico e político da operação
Especialistas avaliam que a continuidade das investigações pode provocar reações neutras tanto na Bolsa de Valores quanto no câmbio, dada a magnitude do esquema e a presença de figuras políticas de alta relevância. O caso expõe fragilidades no sistema financeiro e político, estimulando debates sobre a transparência e o combate à corrupção no país.
Avanços judiciais e próximos passos na apuração do esquema
Sob a relatoria do ministro André Mendonça, a Justiça tem adotado medidas rigorosas para aprofundar o caso, com foco em identificar os responsáveis e desmantelar as estruturas de corrupção e fraude. A operação deve seguir com novas fases e investigações paralelas para esclarecer o envolvimento de demais autoridades e agentes privados.










