Jurista aponta erro na postura do senador e destaca valor dos benefícios do governo Lula na campanha

O jurista Ives Gandra Martins declarou que Flávio Bolsonaro errou ao se autodeclarar presidente eleito e criticou a interferência do STF nas eleições de 2026, destacando o investimento do governo Lula durante a campanha.
O jurista Ives Gandra Martins avaliou nesta quarta-feira (28) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu um erro ao se autodeclarar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Em entrevista à Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, Gandra criticou a “interferência do Supremo Tribunal Federal nas eleições” de 2026 e destacou os métodos usados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para se reeleger, que, segundo ele, “merecem todas as críticas”.
Segundo o jurista, Flávio Bolsonaro deveria ter direcionado seu foco para essas críticas ao STF e à condução da campanha do petista, que contou com um pacote de benefícios próximo a R$ 300 bilhões. Contudo, Gandra ressaltou que a eleição foi definida pelos eleitores, que escolheram Lula como presidente. “Então, ele é o presidente”, afirmou.
Flávio Bolsonaro havia divulgado uma carta em que se declarava presidente eleito, sem apresentar provas, e sugeriu fraude eleitoral. Cerca de uma hora depois, recuou e ajustou a mensagem, passando a se identificar como “líder do Brasil”.
Além disso, o senador enfrenta investigação por suposta lavagem de dinheiro. Na segunda-feira (26), foi intimado pela Polícia Federal, mediante ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. Moraes determinou que Flávio entregasse seus passaportes, proibiu sua saída do país e o contato com o advogado Willer Tomaz, também investigado.
Pouco depois, Flávio anunciou que buscaria cassar a chapa vencedora nas eleições, mas negou intenção de deixar o Brasil. No entanto, na madrugada de terça-feira (27), surgiram rumores de que ele teria saído do país para os Estados Unidos, informação que foi confirmada com a chegada dele e sua família em Miami na manhã de quarta-feira (28).
O jurista Ives Gandra considerou que Flávio “fez bem” ao mudar a carta e reforçou que “Lula foi eleito” para presidente. A situação expõe tensão política e judicial envolvendo figuras importantes do cenário nacional em meio ao contexto pós-eleitoral.
Fonte: gazetadopovo.com.br










