Israel intensifica bombardeios no sul do Líbano contra Hezbollah


O Exército israelense afirma atacar alvos militares em meio a tensões regionais

Israel intensifica bombardeios no sul do Líbano contra Hezbollah
Bombardeios em Aita al-Jabal, Líbano. Foto: AFP

Israel anunciou bombardeios no sul do Líbano, atacando alvos do Hezbollah e levando a ONU a relatar mortes de civis.

No dia 6 de novembro de 2025, o Exército de Israel anunciou uma nova série de bombardeios no sul do Líbano, visando o que considera “alvos militares do Hezbollah”. O grupo xiita, por sua vez, defendeu seu “direito de defesa” e descartou qualquer diálogo político com Tel Aviv.

O impacto dos bombardeios

Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, uma pessoa morreu em um dos ataques, enquanto o Exército israelense relatou que membros da unidade de reconstrução do Hezbollah foram atacados. A Agência Nacional de Informação (NNA) informou sobre bombardeios em locais como Aita al-Jabal e Tayr Debba, além da presença de drones sobrevoando Beirute.

Contexto do conflito

Apesar do cessar-fogo de 2024, o Exército israelense continua a realizar ataques regulares e mantém tropas em cinco pontos no sul do Líbano. Em outubro de 2025, a ONU revelou que 103 civis já haviam perdido a vida no país desde o início da trégua, com a Força Interina das Nações Unidas pedindo a Israel a contenção de suas ações.

Reações e tensões

O presidente libanês, Joseph Aoun, ordenou que as forças armadas reagissem a qualquer incursão israelense, uma decisão que ocorreu após um ataque que resultou na morte de um funcionário municipal na cidade de Blida. O Hezbollah, em resposta, reiterou sua oposição a negociações com Israel, considerando-as prejudiciais ao interesse nacional.

A posição israelense

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, acusou Aoun de procrastinar no desarmamento do Hezbollah, enquanto o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu afirmou que o grupo está tentando se rearmar. A porta-voz do governo israelense declarou que Israel tomará medidas para garantir a segurança em suas fronteiras, insistindo na aplicação do cessar-fogo.

Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br


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