Insulina sem registro no SUS: governo atribui crise ao mercado de emagrecedores


Ministério da Saúde defende compras emergenciais frente à escassez global

Insulina sem registro no SUS: governo atribui crise ao mercado de emagrecedores
Centro de distribuição do Ministério da Saúde em Guarulhos (SP). Foto: M.

Cerca de 46 milhões de insulinas sem registro foram entregues pelo SUS em 2025, gerando críticas sobre sua qualidade.

Na atualidade, a entrega de insulinas sem registro da Anvisa dominou o SUS, com aproximadamente 46 milhões de frascos e canetas entregues em 2025. Segundo o Ministério da Saúde, essa situação é resultado de compras emergenciais devido à escassez global de insulina, que, por sua vez, é atribuída à priorização das empresas na produção de canetas emagrecedoras.

Situação crítica no SUS

O ministério afirma que a escassez se deve à alta demanda e à descontinuidade de insulinas mais antigas, como as humanas, que foram substituídas por opções mais rentáveis. Documentos internos indicam que a GlobalX, principal fornecedora do SUS, já distribuiu cerca de 40 milhões de frascos até setembro, mas recebeu críticas sobre a qualidade de seus produtos. O governo, por sua vez, defende que as compras foram feitas para evitar desabastecimento.

Desafios de qualidade e segurança

Um dos pontos levantados por especialistas é a preocupação com a qualidade das insulinas não registradas. A vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Solange Travassos, alerta que um dia sem insulina pode ser fatal para pacientes com diabetes tipo 1. O ministério, por sua vez, planeja aumentar a produção nacional de insulina em parceria com laboratórios da Índia e China para atender a demanda do SUS.

O futuro das insulinas no Brasil

O governo brasileiro está em discussão sobre a troca das insulinas humanas por análogas, que já são utilizadas em menor escala. A troca é considerada fundamental, mas requer treinamento adequado para os pacientes. Além disso, especialistas alertam para os riscos de qualidade associados à importação de produtos sem registro, que podem afetar a segurança do tratamento.
As recentes ações do ministério visam garantir o acesso à insulina, mas a qualidade e a segurança dos medicamentos permanecem como questões críticas que precisam ser abordadas para proteger a saúde dos pacientes.


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