Professor afastado por agressão e assédio retorna pontualmente para cobrir diárias em academia de PE

Instrutor de academia em Recife agride, morde e assedia mulher; afastado, ele retorna para cobrir diárias, causando choque e indignação.
Em Recife, uma professora de 25 anos relatou um episódio grave de assédio e agressão dentro de uma academia: ela foi agarrada, mordida no ombro e impedida de se soltar por um instrutor identificado como Filipe Gomes da Silva. O caso, ocorrido em maio, foi registrado oficialmente como assédio, importunação sexual e lesão corporal.nnO relato da vítima, em entrevista exclusiva, revela a insistência do agressor que, mesmo após negativas claras, a agarrou e a mordeu no braço, seguida de tentativa de imobilização. Câmeras de segurança flagraram o momento da agressão, que chocou a academia e a comunidade local.nnApós o ocorrido, o instrutor foi afastado das funções, mas, cerca de três meses depois, retornou pontualmente para cobrir duas diárias na academia, diante da falta de substitutos para alguns instrutores. A empresa afirmou que não houve recontratação e que a participação dele foi excepcional, mas para a vítima o reencontro foi um choque e motivo de medo, levando-a a acionar a polícia novamente.nn### Repercussão e falhas na gestãonnO retorno do agressor ao ambiente onde a vítima frequenta evidencia uma falha na gestão da academia, que, mesmo diante de um caso grave e registrado na polícia, optou por chamar o profissional para substituir colegas ausentes, minimizando o impacto do ocorrido.nnEsse episódio aponta para a necessidade urgente de protocolos rigorosos nas academias para garantir a segurança dos clientes, evitando que agressores tenham acesso livre ao local e causem mais sofrimento às vítimas.nn### Indignação e desafios da vítimannA professora, além do trauma físico, enfrenta o desgaste emocional de rever o agressor no mesmo espaço, situação que a levou a registrar um novo boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher. A insegurança e o medo continuam presentes, numa clara demonstração do quanto o sistema ainda falha na proteção efetiva às mulheres vítimas de violência e assédio.








