Advogada aponta RG encontrado em tênis como pista crucial

Advogada explica que RG encontrado em tênis de vítima sugere que os mortos em Icaraíma, PR, podem ter sido levados a um cativeiro.
Em Icaraíma, no Noroeste do Paraná, a descoberta de um Registro Geral (RG) dentro do tênis de Rafael Juliano Marascalchi, um dos cobradores mortos, levanta suspeitas de que ele e outros três homens foram levados para um cativeiro antes de serem assassinados. A informação foi revelada por Josiane Monteiro, advogada da família de Rafael, que acredita que ele já presumia o crime ao colocar seu RG ali para facilitar a identificação em caso de morte.
Contexto da investigação
Os corpos de Rafael, Alencar Gonçalves de Souza, Robishley Hirnani de Oliveira e Diego Henrique Afonso foram encontrados na madrugada de 19 de agosto, enterrados em uma mata, empilhados. As vítimas desapareceram em 5 de agosto após um encontro para cobrar uma dívida. As buscas pelos foragidos Paulo Ricardo e Antônio Buscariollo prosseguem, e as famílias, como a de Denise Cristina, esposa de Robishley, estão determinadas a obter justiça.
Detalhes sobre os foragidos
Segundo Meiriany Marascalchi, esposa de Rafael, há indícios de que pelo menos 12 pessoas estão envolvidas nas mortes e que os Buscariollos receberam assistência para fugir. Uma visita à propriedade dos suspeitos revelou pratos de comida deixados para trás, sugerindo que eles foram avisados sobre os mandados de prisão iminentes. A situação torna a investigação ainda mais complexa, com a expectativa de que mais envolvidos possam ser capturados.
A dívida que levou ao crime
A questão da dívida de R$ 255 mil, referente a uma propriedade comprada por Alencar de Souza, é central para o caso. A transação, que não foi concluída, levou à cobrança que culminou no encontro fatal. Com o atraso dos pagamentos, Alencar teria contratado os outros três cobradores para ajudar na cobrança, o que resultou em seu desaparecimento.
Expectativas e próximos passos
As famílias aguardam respostas da investigação, enquanto a Polícia Civil do Paraná continua as buscas pelos foragidos. O caso destaca a necessidade de atenção às práticas de cobrança e as consequências trágicas que podem resultar de conflitos financeiros.










