Ex-ministro quer revisão sobre apostas e acusa adversário de 'entregar' interesses a EUA

Fernando Haddad minimiza a decisão dos EUA que classificou o PCC como organização terrorista e acusa adversário Tarcísio de Freitas de entregar recursos ao governo americano.
O ex-ministro e candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disparou contra a recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organização terrorista pelos Estados Unidos, definindo o tema como uma “questão menor” em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura. Haddad relativizou a nomenclatura, enfatizando que o foco real deve estar no combate efetivo às organizações criminosas.
Crítica direta a Tarcísio e acusação de ‘entreguismo’
Haddad aproveitou para acusar seu adversário, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de ter uma postura subserviente ao governo americano. Segundo ele, Tarcísio estaria disposto a “entregar” recursos estratégicos, como o sistema Pix e as chamadas terras raras, para “sossegar” o governo Trump. O petista também criticou o silêncio do governador diante de ações de Flávio e Eduardo Bolsonaro junto aos EUA, classificando a omissão como conivência.
Segurança e apostas: propostas alinhadas ao combate ao crime
Na área de segurança, Haddad propõe a criação de um gabinete integrado que reúna polícias estaduais, Polícia Federal, Receita Federal, Coaf e Ministérios Públicos para coordenar ações contra o crime organizado. Em relação às apostas (bets), ele defendeu que o assunto deve ser submetido à opinião pública, criticando a falta de regulamentação nos últimos quatro anos e os riscos desse ecossistema para São Paulo.
Outras críticas e posicionamentos
Ainda na entrevista, Haddad afirmou que não protege políticos suspeitos de ligação com o PCC, em referência ao vereador Senival Moura (PT). Ele também fez críticas à gestão atual na segurança, incluindo a substituição controversa do comandante da Polícia Militar de São Paulo. Sobre a dívida pública, considerou o nível federal manejável, mas apontou a necessidade urgente de controlar a dinâmica dos juros altos.
Fernando Haddad evita se colocar como sucessor natural de Lula, apontando que a sucessão presidencial será “complexa” e que o PT tem diversos quadros para o futuro, reafirmando que o progressismo continuará atuante no país.









