Operação Carbono Oculto revela ligações com crime organizado

A Operação Carbono Oculto da Polícia Federal revelou uma disputa intensa entre empresas de combustíveis no Rio de Janeiro e São Paulo, com suspeitas de envolvimento do crime organizado.
A Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, revelou uma intensa disputa entre empresas de combustíveis no Rio de Janeiro e em São Paulo. O caso, que se arrasta há dez anos, envolve suspeitas de ligações com o crime organizado, com Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, foragidos e acusados de controlar a Copape e a Aster, respectivamente.
Contexto da investigação
A operação investiga possíveis ligações de empresários com o PCC, que já utilizava postos de gasolina em São Paulo para lavagem de dinheiro. A Copape, que alcançou 12% do mercado paulista rapidamente, foi acusada de adulteração de etanol com metanol. Em contrapartida, o grupo Refit, liderado por Ricardo Magro, que enriqueceu com a refinaria de Manguinhos, também está sob investigação por sonegação fiscal.
Impacto e números relevantes
O MP-SP aponta que o grupo de Beto Louco sonegou cerca de R$ 1 bilhão, enquanto a dívida tributária atribuída ao Refit soma R$ 31,8 bilhões. A Operação Cassiopeia, deflagrada em 2023, investiga a adulteração de combustíveis e fraudes. A Refit e a Copape foram acusadas de manipular a importação de combustíveis para burlar o fisco, movimentando R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024.
Consequências e medidas tomadas
Após a cassação das licenças da Copape e da Aster, Magro conseguiu retomar parte do mercado paulista, mas as investigações continuam a se intensificar, com novas regras de importação anunciadas pela Receita Federal. O cenário se complica para todos os envolvidos, enquanto os desdobramentos da operação ainda estão em andamento.










