Pré-candidato ao Planalto abre mão da proteção oficial da Polícia Federal e pede foco em investigações contra Lula e INSS

Flávio Bolsonaro anuncia que não usará a segurança da Polícia Federal em sua campanha, alegando desconfiança na atual direção e acusando o órgão de possíveis infiltrações políticas.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) resolveu jogar duro contra a Polícia Federal ao anunciar que abrirá mão da equipe de segurança que a PF oferece aos candidatos presidenciais. Em suas redes sociais, o parlamentar não escondeu sua desconfiança no atual comando da corporação, liderado por Andrei Passos Rodrigues, e denunciou o risco de infiltração de agentes em sua campanha.
“Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, declarou Flávio, numa clara demonstração de desgaste institucional e politização da polícia.
Desconfiança que expõe contradições no sistema
Mais do que recusar proteção, Flávio Bolsonaro pediu que os agentes que estariam à sua disposição fossem imediatamente deslocados para investigar fraudes contra aposentados no INSS. Ele aproveitou para ressaltar a suposta falta de apuração no caso envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Lula, acusando o governo de omissão.
“Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha foi a falta de efetivo, quero dar minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados”, frisou.
Operação milionária da PF para proteger candidatos
A Polícia Federal inicia nesta segunda-feira (20) uma operação especial para proteger até dez candidaturas presidenciais simultaneamente, mobilizando 458 servidores, veículos blindados, equipamentos antidrone e kits antibomba, com orçamento estimado em R$ 95 milhões. A proteção será ativada após as convenções partidárias e solicitação formal dos candidatos.
No entanto, ao recusar a segurança oficial, Flávio Bolsonaro não só desafia a estrutura montada para garantir a integridade dos candidatos, mas também lança dúvidas sobre a imparcialidade e o funcionamento da PF numa eleição que já promete ser acirrada e marcada por tensões políticas.
Bastidores e impacto político
Flávio Bolsonaro já vinha adotando medidas de segurança próprias, usando colete à prova de balas e seguranças particulares para seus compromissos públicos. Sua atitude pública contra a PF pode inflamar o debate sobre a politização das instituições de segurança e o papel do Estado nas eleições.
O gesto do senador acende um alerta sobre a fragilidade do ambiente eleitoral e a desconfiança que permeia órgãos essenciais à democracia. Mais do que uma questão de segurança pessoal, a recusa expõe fissuras e disputas dentro do sistema político e de poder, com possíveis reflexos no eleitorado e na credibilidade das instituições.









