Senador pede remoção de publicações do PT que o associam a oposição ao aumento do benefício

Flávio Bolsonaro acionou o TSE para requerer a remoção de posts do PT e candidatos que o acusam de ser contra o reajuste do Bolsa Família, alegando que apenas questionou a legalidade do aumento.
O senador Flávio Bolsonaro ingressou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (25/9) para solicitar a remoção de publicações feitas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e quatro candidatos ligados à legenda que o acusam de ser contra o reajuste do Bolsa Família. As postagens em questão afirmam que Flávio teria atacado o aumento do benefício e associam a família Bolsonaro a um suposto “Bolsa Master”.
A defesa do senador argumenta que Flávio Bolsonaro não se posicionou contra o reajuste em si, mas apenas questionou a legalidade do aumento às vésperas das eleições, ao mesmo tempo em que prometeu manter o benefício caso seja eleito. Segundo os advogados, essa nuance não teria sido informada ao eleitor nas publicações.
Na ação apresentada ao TSE, Flávio Bolsonaro pede a exclusão imediata das publicações, a proibição da divulgação de conteúdos semelhantes, a preservação dos registros pelo Instagram e a aplicação de multa aos responsáveis. O ministro Nunes Marques foi designado relator do caso na Corte Eleitoral.
O reajuste do Bolsa Família foi anunciado pelo governo federal em 17 de setembro, elevando o valor do benefício médio de R$ 675 para R$ 777, e o piso de R$ 600 para R$ 691. Os novos valores passarão a ser pagos a partir de 19 de outubro e devem alcançar mais de 19 milhões de famílias. Segundo o Planalto, o reajuste apenas repõe a inflação acumulada em 2023, mantendo a política de assistência social.
Além disso, a campanha de Flávio Bolsonaro avaliou anteriormente a possibilidade de contestar o reajuste do benefício no TSE, mas desistiu para evitar impacto negativo junto ao eleitorado de baixa renda. Na ação, o senador também contesta a associação feita nas publicações entre sua família e o Banco Master, uma instituição financeira investigada.
O caso aguarda análise do Tribunal Superior Eleitoral para decisão sobre as medidas solicitadas pelo senador.










