Senador acusa funcionário de disseminar desinformação sobre título de Padroeira do Brasil; Planalto destaca caráter pessoal da manifestação

Flávio Bolsonaro pediu prisão preventiva e busca e apreensão contra funcionário do Planalto por disseminação de desinformação sobre Nossa Senhora Aparecida, título de Padroeira do Brasil.
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, solicitou à Justiça a prisão preventiva e mandado de busca e apreensão contra George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Presidência, por sua atuação em redes sociais que, segundo a campanha de Flávio, disseminou desinformação sobre o título de Nossa Senhora Aparecida como Padroeira do Brasil.nnA denúncia aponta que Marques compartilhou mensagens que incentivavam a propagação de notícias falsas relacionadas à retirada do título, contrariando decisão do Tribunal Superior Eleitoral que havia declarado a mentira eleitoral. A ação foi encaminhada ao Ministério Público Eleitoral com o argumento de que a republicação configura divulgação.nnEm resposta, o Palácio do Planalto afirmou que a manifestação de George Marques ocorreu em caráter estritamente pessoal, fora do horário de expediente e em perfil particular, utilizando equipamento próprio. O órgão destacou que atribuir ao governo federal a responsabilidade pela republicação representa uma distorção dos fatos.nnA controvérsia teve início após a circulação nas redes sociais de publicações que vinculavam Flávio Bolsonaro a um suposto plano para retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A narrativa surgiu a partir de um comentário em programa de TV que analisava o comportamento do eleitorado religioso, sem atribuir o projeto ao senador. Posteriormente, o trecho foi compartilhado com afirmações associando equivocadamente Flávio Bolsonaro à proposta.nnO canal responsável pelo programa emitiu correção e pedido de desculpas reconhecendo o erro na divulgação da informação. O episódio também resgatou um projeto de lei de 2007, apresentado por Victório Galli (MDB-MT), que propunha alteração na legislação do feriado de 12 de outubro, incluindo mudança na referência ao título da padroeira, sem relação direta com Flávio Bolsonaro.nnA situação insere-se no contexto da disputa eleitoral de 2026, envolvendo temas sensíveis para o eleitorado religioso e estratégias políticas associadas a diferentes segmentos do eleitorado.









