Senador e candidato do PL nega rumores sobre venda da estatal e critica política de preços de combustíveis

Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, negou planos de privatizar a Petrobras e criticou a política de subsídios para combustíveis do governo Lula.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência nas eleições de 2026, negou nesta sexta-feira (6) quaisquer intenções de privatizar a Petrobras e outras estatais caso seja eleito. Ele classificou como “boataria” os rumores que circulam sobre a venda da estatal e outras empresas públicas, afirmando que esses boatos visam reverter sua liderança no primeiro turno, onde obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Flávio Bolsonaro ressaltou que, antes de qualquer mudança no comando da Petrobras, é necessário mudar o presidente da República. Ele também criticou o atual governo por ampliar programas de subsídio, subvenção e desoneração dos combustíveis, que foram prorrogados por mais 30 dias. Segundo o candidato, essas medidas podem representar uma “bomba” para os consumidores brasileiros, pois, citou, o subsídio no preço do diesel concedido pela Petrobras termina imediatamente após as eleições.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a prorrogação dos subsídios não está vinculada ao período eleitoral e justificou a ação pela alta nos preços internacionais do petróleo, pressionados pela guerra no Oriente Médio. Nesta sexta-feira, o petróleo Brent negociava próximo a US$104 por barril, acima dos níveis anteriores ao conflito.
Durante o governo de Jair Bolsonaro, pai do senador, foram vendidos vários ativos da Petrobras, como refinarias, num movimento interpretado por alguns analistas como tentativa de enfraquecer a companhia. Flávio Bolsonaro não indicou se pretende retomar essa política.
Flávio Bolsonaro e a Petrobras
- Negação de privatização da estatal como boato eleitoral
- Primeiro turno com liderança confortável para o senador do PL
- Críticas ao governo Lula por subsídios e desonerações em combustíveis
- Governo justifica subsídios pela instabilidade nos preços internacionais
- Contexto de alta nos preços do petróleo devido à guerra no Oriente Médio
Este posicionamento reforça um dos temas centrais do debate eleitoral para o segundo turno, marcado para 25 de outubro, com cenário de disputa acirrada entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva.










