Comitê será responsável por monitorar e buscar soluções para o aumento nos pedidos de benefícios

Fila de pedidos do INSS chega a 2,9 milhões, e órgão cria comitê para monitorar a situação e propor soluções.
Fila do INSS chega a 2,9 milhões de pedidos
A fila de pedidos de aposentadoria, pensão e outros benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) atingiu 2,9 milhões em outubro de 2025. O aumento alarmante de 10% nos novos pedidos mensais desde maio deste ano levou o órgão a criar um comitê para monitorar a crise. O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, destacou a preocupação com a situação, que se agravou após a interrupção do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB).
Interrupção do PGB e suas consequências
O PGB, que oferece bônus a servidores para ajudar a reduzir a fila e realizar revisões, foi interrompido em 15 de outubro devido à falta de verba. Tanto o INSS quanto o Ministério da Previdência Social estão em um impasse sobre os valores necessários para retomar o programa. Cada órgão recebeu R$ 100 milhões neste ano, mas o INSS já consumiu toda a verba e não há previsão de novos recursos até 2026.
Formação do comitê e suas atribuições
A portaria que cria o comitê foi publicada no Diário Oficial da União em 19 de outubro. O grupo é composto por cinco integrantes e terá a responsabilidade de acompanhar 920 mil processos sob a governabilidade do INSS. O prazo para a conclusão dos trabalhos é 30 de junho de 2026. O comitê não apenas buscará soluções para os novos pedidos, mas também proporá melhorias para as pendências existentes.
Natureza das pendências na fila do INSS
A fila é composta por novos pedidos e pendências, que ocorrem quando o cidadão não apresenta toda a documentação necessária para a liberação do benefício. Além disso, há solicitações que requerem perícia médica, como aposentadoria especial, auxílio-doença e BPC (Benefício de Prestação Continuada). Atualmente, há 660 mil BPCs parados, aguardando recálculo de renda familiar, o que agrava ainda mais a situação.
Iniciativas para agilizar a concessão de benefícios
Para lidar com a demanda crescente, o INSS está implementando soluções tecnológicas, incluindo o uso de Inteligência Artificial (IA) para agilizar a concessão de benefícios. O Atestmed, por exemplo, permite a concessão do auxílio-doença sem a necessidade de perícia médica direta, acelerando o processo quando não há pendências nos cadastros dos segurados. Essas iniciativas buscam mitigar os impactos da fila e melhorar a eficiência do sistema.
Expectativas para a retomada do PGB
Com o PGB paralisado, o INSS está buscando alternativas para lidar com a situação. A expectativa é que o programa seja retomado em 2026, permitindo que os servidores sejam recompensados por tarefas extras, o que poderá ajudar na redução da fila. A remuneração adicional pode chegar a R$ 17 mil, o que incentiva o aumento da produtividade dos funcionários envolvidos no processo de concessão de benefícios.
A situação da fila do INSS é um reflexo de um sistema sob pressão, onde a combinação de aumento na demanda e limitações orçamentárias exige soluções rápidas e eficazes para garantir que os direitos dos cidadãos sejam respeitados.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Cristiane Gercina/Folhapress










