Moradores da ocupação Vila Esperança, localizada em Vila Velha, realizaram um protesto impactante na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro de Vitória, na tarde desta terça-feira (02). O alvo da manifestação foi o Palácio Anchieta, sede do governo estadual.
O principal motivo do protesto é a decisão judicial, emitida em 20 de agosto, que determina a remoção das famílias das comunidades Vila Esperança e Vale Conquista, situadas em Jabaeté. Os manifestantes buscam a reversão dessa medida, alegando que ela prejudicará centenas de famílias que residem na área.
Segundo o repórter fotográfico Thiago Soares, do Folha Vitória, os manifestantes ocuparam uma faixa de cada lado da avenida, causando lentidão no trânsito local. A Polícia Militar e a Guarda Municipal de Vitória acompanharam de perto o protesto, buscando garantir a segurança e minimizar os impactos no fluxo de veículos. A Guarda Municipal informou que agentes foram enviados para orientar os motoristas e monitorar a situação.
As ocupações na região de Jabaeté tiveram início em 2017, e atualmente cerca de 800 famílias residem nos terrenos em disputa. A situação se tornou mais complexa em 2021, quando a atual gestão municipal revogou um decreto anterior que declarava a área como de utilidade pública, passando a reconhecer a propriedade privada dos terrenos.
A Prefeitura de Vila Velha informou, por meio de nota, que o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) determinou a retomada da reintegração de posse das áreas, reconhecendo que se tratam de terrenos particulares. As ações de reintegração foram movidas pelos proprietários em 2017 e 2019. A prefeitura declarou que elaborou um plano para garantir a proteção social das famílias durante a reintegração, com foco na dignidade humana. A desocupação será realizada pela Polícia Militar.
“Diante da decisão, as pessoas que ocupam a região deverão deixar o local”, afirmou a Prefeitura de Vila Velha em nota. A administração municipal também destacou que realizou um mapeamento da área em 2022 para orientar ações seguras e humanizadas, identificando 664 famílias. Parte dessas famílias, segundo a prefeitura, cumprirá os critérios para receber um subsídio financeiro habitacional pago pela empresa autora da ação.










