Mostra destaca o lado fotógrafo do criador da Biblioteca Pública do Paraná e seu impacto na identidade moderna da cidade

A mostra em Curitiba revela o lado menos conhecido do arquiteto Romeu Paulo da Costa como fotógrafo, apresentando registros inéditos da cidade e sua família, reforçando seu legado na modernização urbana.
A face desconhecida do arquiteto que marcou Curitiba
A capital paranaense ganha uma exposição que vai além dos traços arquitetônicos de Romeu Paulo da Costa, um dos principais responsáveis pela identidade moderna da cidade. Enquanto é amplamente reconhecido por projetar a Biblioteca Pública do Paraná e outros edifícios históricos, a mostra ‘Romeu Paulo da Costa: O Olhar Construído’, em cartaz na Casa Romário Martins, revela seu lado como fotógrafo apaixonado, trazendo à tona registros inéditos que atravessam mais de seis décadas.
Registros que contam a urbanização e a intimidade
De 30 de agosto ao início de setembro, visitantes podem explorar um acervo que vai da arquitetura à vida cotidiana e familiar do arquiteto. São imagens produzidas entre os anos 1940 e 2000, que documentam desde a transformação dos espaços públicos até momentos pessoais, refletindo a amplitude do legado de Romeu Paulo da Costa. A coleção, descoberta durante a produção de um livro sobre o arquiteto, foi digitalizada e doada à Casa da Memória, garantindo preservação e acesso público.
Legado multifacetado e formação de gerações
Romeu Paulo da Costa, nascido em 1924, não se limitou à arquitetura. Foi pintor, designer, professor e funcionário público que influenciou a urbanização moderna do Paraná. Além da Biblioteca Pública do Paraná, projetou o Edifício Marumby, o primeiro residencial vertical de Curitiba, e a Sinagoga da cidade. Fundador do primeiro curso de Arquitetura no Paraná, lecionou na Universidade Federal do Paraná, moldando diversas gerações de profissionais.
Fotografia como extensão do olhar artístico
Para Romeu, fotografar não era mero passatempo. Com um laboratório montado em casa para revelar filmes, ele registrava suas obras e as de renomados colegas, como Oscar Niemeyer. Essa mostra representa uma oportunidade única para conhecer um lado pouco explorado de sua obra e entender como seu olhar ajudou a construir a memória visual da Curitiba contemporânea.
Visitação e importância cultural
A exposição é gratuita e pode ser visitada de terça a sexta, das 9h às 12h e das 13h às 18h, e aos finais de semana, das 9h às 14h. Localizada no Largo da Ordem, a Casa Romário Martins recebe o público para essa imersão no universo visual que complementa a história arquitetônica da cidade. Marino Galvão Júnior, presidente da Fundação Cultural de Curitiba, destaca que a mostra promove o reconhecimento de Romeu Paulo da Costa não só como arquiteto, mas também como um dedicado fotógrafo cuja obra revela a alma de Curitiba.
Fonte: xvcuritiba.com.br









