Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, vive atualmente em um acampamento próximo a Villa Tunari, cercado por indígenas que garantem sua proteção. Ele afirma que não deixará o país novamente, como fez em 2019, e se prepara para o segundo turno das eleições bolivianas. Morales critica o futuro governo e se opõe ao corte de benefícios sociais que ele instituiu durante seu mandato. A situação política na Bolívia se agrava com a aproximação das eleições, e a expectativa é de que haja protestos em caso de vitória de candidatos de direita.

Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, afirma que não pretende deixar o país novamente. Ele vive em um acampamento protegido por indígenas e se prepara para novas eleições.
Na Bolívia, Evo Morales, ex-presidente e líder sindical, vive em um acampamento protegido por indígenas, localizado próximo a Villa Tunari, onde se prepara para o segundo turno das eleições, marcado para o próximo dia 19. Com 65 anos, Morales afirma que desta vez não sairá do país, como fez em 2019 ao renunciar e se exilar na Argentina. O ex-presidente se opõe a cortes de benefícios sociais e se declara preocupado com a possibilidade de um governo de direita que venha a desmantelar os avanços sociais que promoveu.
A vida de Morales no refúgio
O acampamento onde Evo reside conta com barracas de indígenas de diversas etnias que se comprometem a protegê-lo. Apesar de enfrentar processos judiciais, incluindo acusações de corrupção, a situação de Morales permanece sem mudanças significativas desde a sua intimação, e ele se recusa a deixar o país novamente. Durante seus dias no refúgio, ele mantém uma rotina de exercícios e cuida de peixes em sua propriedade, buscando se apresentar como um homem do campo.
Expectativas eleitorais
Com o segundo turno das eleições se aproximando, Morales lamenta que o próximo governo provavelmente será de direita, mas ressalta que mais de 50% da população não deseja nenhum dos candidatos. Ele critica a falta de propostas concretas para a recuperação econômica e antecipa que isso pode gerar descontentamento e protestos caso os novos líderes não atendam às demandas sociais.
O futuro de Evo Morales
Evo Morales destaca que lutará para que os programas sociais que criou não sejam abolidos. Ele acredita que as tensões sociais podem aumentar se Jorge “Tuto” Quiroga, um de seus principais opositores, vencer as eleições, o que poderia resultar em confrontos e instabilidade política. Sua história na política boliviana continua a moldar a situação atual, e sua presença no Trópico de Cochabamba é um reflexo de sua resistência em face das adversidades.
Notícia feita com informações do portal: redir.folha.com.br










