Vídeo oficial reforça intervenção e controle americano em América Latina sob nova Estratégia de Segurança Nacional

Departamento de Estado dos EUA divulgou vídeo reforçando a Doutrina Monroe como justificativa para o domínio absoluto no Hemisfério Ocidental, citando Trump como defensor moderno e destacando operações contra regimes latino-americanos.
EUA Publicam Vídeo com Rigorosa Defesa da Doutrina Monroe Atualizada
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou nesta terça-feira (11) um vídeo que não deixa dúvidas: o domínio americano no Hemisfério Ocidental não será mais questionado. Segundo o embaixador americano no Panamá, Kevin Marino Cabrera, Donald Trump é o “mais recente defensor” da Doutrina Monroe, cuja origem remonta a 1823. Criada para limitar a influência europeia, a doutrina evoluiu para justificar intervenções e controle regional dos EUA.
Doutrina Monroe: De escudo a mandato para intervenção
No vídeo, Cabrera enfatiza que a Doutrina Monroe, inicialmente um escudo contra potências europeias, foi transformada no começo do século 20 pelo “Corolário Roosevelt” em um mandato para intervenção direta. Isso deu carta branca para os EUA assumirem o controle de países latino-americanos em crise, alterando a soberania regional sob o pretexto de manter a ordem.
Trump e a Operação Absolute Resolve: um sinal claro para a América Latina
A narrativa oficial conecta a doutrina a ações recentes, destacando a Operação Absolute Resolve, que resultou na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, hoje detido nos EUA sob acusações de narcoterrorismo. Essa operação, segundo o embaixador, enviou “um sinal contundente por todo o hemisfério”, reafirmando a política americana de domínio.
Estratégia de Segurança Nacional confirma retomada agressiva da hegemonia
No fim de 2025, o governo americano lançou uma nova Estratégia de Segurança Nacional que explicita a intenção de “restaurar a predominância americana no Hemisfério Ocidental”, reavivando e aplicando a Doutrina Monroe como pilar central para garantir seu poder na região. A mensagem é clara: qualquer desafio ao controle dos EUA será enfrentado sem hesitação.
Este movimento reafirma a visão americana de que o hemisfério é seu quintal, com impacto direto nas relações diplomáticas e na soberania dos países latino-americanos, que se veem sob constante vigilância e risco de intervenção sob justificativas de segurança e ordem regional.








