Adolescente de 16 anos sofre tentativa de novo abuso ao ser socorrida após ataque brutal

Adolescente de 16 anos vítima de estupro coletivo em Criciúma, SC, sofreu nova tentativa de abuso enquanto era socorrida; caso revela falhas e impunidade.
Uma adolescente de 16 anos, vítima de estupro coletivo em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, não teve sequer um resgate seguro. Após ser violentada por quatro homens dentro de um carro e abandonada sem roupas na rua, a jovem sofreu uma nova tentativa de abuso sexual por parte do homem que disse encontrá-la para oferecer socorro. Segundo o relato da vítima, o chamado socorrista tentou beijá-la no pescoço, tocou seu corpo e expôs o órgão genital, deixando claro que pretendia praticar atos sexuais contra ela. Apesar de pedir que ele parasse, o homem não recuou imediatamente, chegando a chorar para depois levá-la ao local indicado por ela. O caso, ocorrido na quarta-feira (19), revelou uma cadeia de falhas que agravam a vulnerabilidade da vítima e expõe um cenário preocupante de insegurança até mesmo para as pessoas que deveriam ajudar.
Antes do crime, a adolescente estava em um bar acompanhada de duas amigas. Depois, foi abordada e levada por quatro homens, que a mantiveram sob violência dentro do veículo. Conforme as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, dois suspeitos seguraram a jovem, enquanto os outros dois praticavam o estupro coletivo. A jovem foi abandonada nas ruas, desprotegida e desamparada, reforçando a fragilidade de sua condição após o crime.
A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente e ao Idoso (DPCAI) de Criciúma conduz as investigações não apenas contra os quatro homens suspeitos do estupro coletivo, mas também apura as circunstâncias envolvendo o homem que ofereceu suposto socorro e que, segundo a vítima, tentou abusá-la sexualmente. A adolescente já passou por exame de corpo de delito para comprovar as agressões sofridas.
Este caso escancara as falhas no atendimento a vítimas de violência sexual e levanta questionamentos sobre a efetividade das medidas de proteção imediata, a segurança nas ruas e o rigor na investigação das agressões subsequentes ao crime inicial. É urgente que as autoridades interpretem este episódio como um sinal da necessidade de respostas mais firmes para evitar que o sofrimento da vítima seja ampliado pela impunidade e pela falta de cuidado por parte daqueles que deveriam protegê-la.
Fonte: bandab.com.br










