Conflito no Oriente Médio e receio global por IA impactam mercados, Petrobras sustenta B3

Dólar fecha a R$ 5,11 com alta de 0,24% após escalada do conflito EUA-Irã, enquanto Ibovespa cai 0,06%; alta do petróleo limita perdas da bolsa.
O dólar fechou em leve alta frente ao real, cotado a R$ 5,111, numa sessão marcada pela escalada do conflito no Oriente Médio, que reacendeu a aversão ao risco no mercado global. A moeda norte-americana ganhou força diante das divisas de países emergentes, refletindo a crescente tensão entre Estados Unidos e Irã, que elevou a busca por ativos considerados seguros.
Apesar da alta do petróleo, com o barril Brent subindo 4,59% a US$ 88,10, e do petróleo WTI avançando 4,48%, a bolsa brasileira, representada pelo Ibovespa, registrou queda de 0,06%, interrompendo uma sequência de três semanas de ganhos. A valorização do petróleo sustentou as ações da Petrobras, mas não foi suficiente para contrabalançar o pessimismo generalizado, que também atingiu setores como bancos, varejo e construção civil.
O avanço dos juros futuros e a desaceleração da atividade econômica brasileira, medida pelo IBC-Br, contribuíram para o enfraquecimento da bolsa. Além disso, a pressão internacional sobre produtos brasileiros, com o aumento das tarifas dos Estados Unidos, ainda que em segundo plano para investidores, também impactou o cenário interno.
Com a escalada da crise no Estreito de Ormuz, uma rota vital para a exportação de petróleo, o receio de interrupções no fornecimento elevou as cotações do combustível, pressionando a inflação global e as expectativas para a política monetária das maiores economias. O desempenho negativo das ações ligadas à inteligência artificial e fabricantes de chips no exterior reforçou a migração para ativos de menor risco, ampliando o impacto sobre as bolsas mundiais.
No balanço semanal, o dólar praticamente não se mexeu, porém acumula queda de quase 7% no ano, enquanto o Ibovespa encerrou a primeira perda semanal em um mês, demonstrando que o ambiente geopolítico e econômico segue impondo desafios ao mercado financeiro brasileiro.









