No Dia do Sexo, especialistas em intimidade compartilham conselhos valiosos para uma vida sexual mais satisfatória. Esqueça as comparações e preocupações com a frequência, o foco deve ser a qualidade e o prazer da experiência.
O primeiro passo é abandonar a ideia de “normalidade” e abraçar a individualidade. Lori Brotto, psicóloga da University of British Columbia, enfatiza que a frequência não reflete a saúde sexual. “Trabalhei com casais que fazem sexo todas as noites e são infelizes juntos”, revela Casey Tanner, terapeuta sexual, destacando que a conexão é mais importante que a quantidade.
A definição de sexo também precisa ser atualizada. Esther Perel, terapeuta de casais, propõe enxergar o sexo como um destino, uma experiência a ser vivida. “Sexo não é algo que você faz, sexo é um lugar para onde você vai”, afirma Perel, incentivando a explorar diferentes facetas da intimidade.
Além disso, o desejo sexual não é apenas espontâneo, mas também responsivo. Lauren Fogel Mersy, psicóloga e terapeuta sexual, explica que o desejo pode surgir em resposta a estímulos eróticos. “Pessoas que tendem a experimentar desejo responsivo devem se sentir seguras de que não há nada de errado com elas”, garante Mersy.
O clitóris, centro do prazer feminino, merece atenção especial. Ian Kerner, terapeuta sexual, ressalta que a maioria das posições sexuais não oferecem estimulação clitoriana adequada. “Ao adotar uma abordagem clitoriana para o sexo, atividades que são tipicamente consideradas preliminares, como estimulação manual e oral, deixam de ser apenas precursoras de outra coisa”, explica Kerner.
Desmistificando clichês, a sexualidade masculina é tão complexa quanto a feminina. Kerner alerta que homens também podem enfrentar problemas de desejo, muitas vezes sentindo vergonha por não iniciarem o sexo com frequência. “Os homens não são interruptores de luz quando se trata de sexo. Eles não ligam e desligam simplesmente”, afirma.
Por fim, a intimidade deve ser prioridade, e não apenas o sexo agendado. Jessa Zimmerman, terapeuta sexual, sugere programar atividades que fomentem a conexão. Sara Nasserzadeh, psicóloga social, complementa que o sexo envolve o corpo, incentivando os casais a se conectarem fisicamente e a deixarem seus corpos “falarem”.










