Projeto aprovado diminui escopo imobiliário usado para garantir aporte e evitar liquidação do Banco de Brasília

Câmara do Distrito Federal diminui imóveis usados para socorrer BRB em R$ 2,9 bilhões, buscando novo aporte para evitar liquidação.
Câmara do Distrito Federal reduz imóveis para socorrer o BRB com R$ 2,9 bilhões
No contexto atual de instabilidade financeira do Banco de Brasília (BRB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou um projeto que reduz em R$ 2,9 bilhões o valor dos imóveis ofertados para cobrir o rombo causado pelo Banco Master. A medida, implementada no fim de fevereiro de 2026, reflete a estratégia do governo distrital para garantir um aporte financeiro essencial e evitar a liquidação da instituição.
Detalhes da redução no escopo dos imóveis oferecidos para o BRB
O projeto aprovado removeu dois imóveis valiosos da lista inicial que incluía nove terrenos avaliados em R$ 6,6 bilhões. Entre eles, a “Gleba A”, uma área ambiental da Serrinha do Paranoá estimada em R$ 2,3 bilhões, e um terreno no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), de 192 mil metros quadrados, avaliado em R$ 632 milhões. Após a exclusão desses imóveis, o valor dos ativos restantes para garantir o aporte ficou estimado em R$ 3,654 bilhões, embora o governo não tenha apresentado uma avaliação atualizada desses terrenos.
Histórico e questionamentos jurídicos do projeto anterior
Em março, sob a gestão do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), a Câmara havia aprovado inicialmente um projeto que autorizava o aporte no BRB utilizando nove imóveis para venda, transferência ou como garantia. A medida enfrentou questionamentos políticos e técnicos, culminando em disputas judiciais que paralisaram sua execução. A governadora Celina Leão (PP), que assumiu o cargo após a renúncia de Ibaneis para concorrer ao Senado, propôs a revisão do escopo para reduzir o número de imóveis envolvidos, buscando legitimar e avançar com a solução para o banco.
Estratégia do governo para garantir empréstimo e evitar liquidação do BRB
O Distrito Federal tenta obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir os prejuízos do Banco Master no BRB. A operação depende de garantias e aval do governo federal. Como o DF enfrenta limitações financeiras para essa autorização, a governadora solicitou ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoio excepcional para que a União forneça garantias do Tesouro Nacional. Essa ajuda é crucial para que o aporte financeiro seja realizado e para impedir a liquidação da instituição financeira, que é fundamental para a economia local.
Reunião decisiva entre Banco Central e autoridades do Distrito Federal
Nesta quinta-feira, 30 de fevereiro de 2026, está agendada uma reunião entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e representantes do Distrito Federal, incluindo a governadora Celina Leão, o secretário de Economia Valdivino de Oliveira e o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza. O encontro terá como pauta principal a análise da situação financeira do banco e a discussão das medidas para garantir sua estabilidade. A definição desse diálogo é um passo importante para o futuro do BRB e para a economia do Distrito Federal.
Impactos e perspectivas da redução dos imóveis no plano de socorro
A diminuição do escopo dos imóveis demonstra uma tentativa de equilíbrar as pressões políticas e jurídicas com a necessidade urgente de reforçar o caixa do BRB. Resta observar se a nova proposta será aceita nas instâncias judiciais e se o governo federal concederá as garantias solicitadas. A situação evidencia a complexidade das políticas públicas voltadas para a salvaguarda de instituições financeiras regionais e ressalta a importância do BRB na estrutura econômica do Distrito Federal.









