No Dia do Sexo, especialistas em intimidade revelam conselhos valiosos que frequentemente compartilham em seus consultórios. O foco principal? Desapegar-se de comparações e abraçar uma vivência sexual mais autêntica e prazerosa. Afinal, a busca pela “normalidade” pode ser o maior obstáculo para uma vida sexual satisfatória.
Uma das principais dicas é repensar a definição de sexo. Esther Perel, renomada terapeuta de casais, propõe enxergar o sexo como “um lugar para onde você vai”, uma experiência de transcendência, conexão ou diversão, em vez de apenas uma ação com um objetivo final.
Explorar o próprio desejo é fundamental. Lauren Fogel Mersy, psicóloga e terapeuta sexual, destaca a existência do desejo responsivo, que surge em resposta a estímulos. Compreender e aceitar o próprio tipo de desejo é essencial para uma intimidade mais autêntica.
O clitóris, muitas vezes negligenciado, merece atenção especial. Ian Kerner, terapeuta sexual, enfatiza que ele é a “potência do orgasmo feminino”, e a estimulação clitoriana deveria ser priorizada, transformando preliminares em protagonistas.
A sexualidade masculina também é multifacetada, contrariando estereótipos. Kerner ressalta que homens também podem experimentar baixo desejo e sentirem vergonha por isso. A comunicação e a compreensão mútua são cruciais.
Priorizar a intimidade, além do sexo, é outro ponto chave. Jessa Zimmerman, terapeuta sexual, sugere agendar atividades que promovam a conexão, em vez de apenas marcar o sexo no calendário. Essa abordagem reduz a pressão e aumenta o desejo genuíno.
Por fim, Sara Nasserzadeh, psicóloga social, incentiva a deixar o corpo “falar”. Stephen Snyder, terapeuta sexual, complementa que o sexo bom “te deixa mais burro”, no sentido de permitir uma entrega mais espontânea e menos cerebral ao momento.










