IBGE registra recorde em empregados, mas aumento de trabalhadores sem carteira alerta para fragilidade

Taxa de desemprego no Brasil atinge 5,3%, menor índice desde 2012. Cresce carteira assinada, mas também alta de trabalho informal preocupa cenário.
O Brasil registrou a menor taxa de desemprego para o trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012, com o índice em 5,3%. Esse recuo representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando a taxa era de 5,8%, e também está abaixo dos 5,6% registrados no mesmo período do ano passado.
Emprego formal avança, mas alerta para informalidade
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) destacou que o número de pessoas ocupadas alcançou 103,3 milhões, recorde absoluto na série histórica. Os empregados com carteira assinada somaram 39,4 milhões, também o maior número já registrado. No entanto, o crescimento do trabalho sem carteira, que atingiu 13,8 milhões de pessoas, com alta de 3,6% em relação ao trimestre até abril, levanta um sinal vermelho sobre a qualidade do emprego gerado.
Queda no desemprego vem acompanhada de precarização
Apesar da redução no contingente de desocupados, que diminuiu em 8%, com 503 mil pessoas a menos buscando emprego, o avanço do trabalho informal sugere que a queda da taxa de desemprego não garante estabilidade nem segurança para os trabalhadores. A pressão por empregos formais ainda enfrenta desafios, refletindo um mercado de trabalho que cresce em números, mas que ainda apresenta fragilidades estruturais.
Este cenário coloca em xeque o otimismo que um índice baixo de desemprego poderia provocar, mostrando que a qualidade e a formalidade do emprego seguem como pontos críticos para o desenvolvimento econômico sustentável do país.
Fonte: bemparana.com.br








