Entenda o imbróglio envolvendo herdeiros e a polícia

Polícia investiga o desaparecimento de obras de Alfredo Volpi, avaliadas em milhões. Herdeiros disputam valores de leilão.
Em São Paulo, há duas semanas, a polícia realizou uma operação na galeria Almeida & Dale em busca de obras do pintor modernista Alfredo Volpi, que deveriam ser incluídas em um leilão. Essa ação é parte de um imbróglio que dura décadas entre os herdeiros do artista, após seu falecimento em 1988. O espólio, que inclui cerca de 47 obras que estavam em seu ateliê, se tornou objeto de disputas judiciais, com a acusação de que Eugênia Maria Volpi, primogênita do artista, teria se apropriado indevidamente de quadros. Até agora, 12 obras foram recuperadas, mas ainda restam 35 em busca.
Contexto da disputa
Quando Alfredo Volpi faleceu, sua filha Eugênia Maria tornou-se a inventariante do espólio, mas acabou afastada devido a denúncias sobre o desaparecimento das obras. Seu irmão, Guilherme Sant’Anna, assumiu a administração, revelando que o patrimônio seria dividido entre os herdeiros. A disputa se intensificou após a recuperação de algumas obras, como “Nu de Judite” e “Retrato de Hilde Weber”, que são consideradas valiosas e representam a fase figurativa do artista.
Obras recuperadas e seu valor
Dentre as obras já recuperadas, algumas, como “Nu de Judite”, estão avaliadas em R$ 5 milhões, enquanto outras, como “Retrato de Hilde Weber”, alcançam R$ 4 milhões. Entretanto, o valor de mercado pode variar, e a polícia continua a busca pelas 35 restantes, com atenção especial para três obras que foram alvo da recente operação na galeria.
Implicações e próximos passos
O imbróglio pode levar a uma conclusão do inventário sem a recuperação das obras perdidas, o que significa que a partilha dos valores poderá ser feita conforme as pinturas forem sendo encontradas. A situação continua a evoluir enquanto as partes envolvidas se preparam para o leilão e a resolução desse caso complexo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










