Projeto da vereadora Vanda de Assis mira combate simbólico e político à violência de gênero

Curitiba avança em projeto para criar o Dia Municipal de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, uma tentativa política de dar visibilidade e pressão pública sobre a violência de gênero que assola a cidade e o país.
Curitiba debate resposta institucional à escalada do feminicídio
A Câmara Municipal de Curitiba abriu espaço para discutir um projeto de lei que pretende instituir o Dia Municipal de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio no calendário oficial da cidade, marcado para o dia 13 de dezembro. A data escolhida não é aleatória: homenageia Odara Victor Moreira, brutalmente assassinada em 2025 por seu ex-companheiro, um caso emblemático que escancarou a urgente necessidade de combater a violência de gênero.
Pressão política e simbólica para enfrentar a violência contra mulheres
A proposta, apresentada pela vereadora Vanda de Assis (PT), transita pelas comissões da Casa e visa mais do que uma simples homenagem. Busca manter viva a memória das vítimas e incitar o poder público a refletir e agir sobre as causas profundas que alimentam a violência contra as mulheres, que no Brasil vitimou 1.568 mulheres em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública — um assassinato a cada seis horas. O projeto espelha a lei já vigente no Rio de Janeiro, demonstrando uma tentativa de Curitiba alinhar-se a práticas que reforcem políticas públicas efetivas.
Feminicídio: desconforto que o poder público precisa encarar
O Paraná, triste destaque nos índices de feminicídio, não pode continuar assistindo passivamente à escalada desse crime hediondo. A iniciativa legislativa está longe de ser apenas um gesto simbólico — ela serve para pressionar as instituições locais a saírem da inércia e tomarem medidas concretas. Outros projetos similares tramitam paralelamente, refletindo o debate intenso que se instala dentro da Câmara.
Rigor institucional na comunicação durante o período eleitoral
Vale destacar que a Câmara atua com rigor para preservar a imparcialidade eleitoral, evitando que temas como este se convertam em palanque político. Essa postura reafirma a necessidade de tratar o grave problema da violência contra a mulher com o respeito e a seriedade que merece, sem exploração oportunista.
Com a memória de vítimas como Odara, Curitiba tenta colocar o feminicídio no centro do debate político, pressionando o poder público a transformar angústia em ação e memória em mudança.
Fonte: xvcuritiba.com.br









