Prefeitura prioriza áreas de maior circulação e reforça compensações com mudas nativas

Curitiba cortou quase 2,8 mil árvores mortas ou com risco de queda desde 2022, com foco em segurança e áreas de alta circulação. Prefeitura realiza monitoramento constante e compensa com plantio de espécies nativas.
Curitiba executou 2.792 remoções de árvores mortas ou com risco evidente à população entre 2022 e 2025, conforme dados da Prefeitura divulgados à Câmara Municipal. Apenas entre abril e junho de 2026, outras 26 quedas foram registradas, demonstrando a persistência do problema. O monitoramento é feito por servidores públicos, equipes terceirizadas e pela Guarda Municipal, com foco em locais de maior circulação para minimizar riscos.
A ausência de um cadastro permanente de árvores em risco se justifica pela variável condição das árvores, que pode mudar com o tempo devido a doenças, envelhecimento, alterações no solo e eventos climáticos. Para definir a necessidade de corte, são avaliados fatores como risco de queda, danos mecânicos, inclinação, estabilidade das raízes, galhos secos ou quebrados e potencial de danos ao patrimônio e à população.
Um caso emblemático ocorreu em julho de 2026, quando um eucalipto foi cortado no Passeio Público. A árvore apresentava senescência avançada, infestação por erva-de-passarinho e comprometimento estrutural, características que colocavam em risco os visitantes. A decisão foi embasada em laudo técnico da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), que recomendou a substituição por espécies nativas. Como compensação, foram plantadas 18 mudas, incluindo araucárias, erva-mate, ipê-amarelo, sete-capotes e guabiroba.
Quanto à destinação dos resíduos das árvores cortadas, a Prefeitura esclarece que as empresas terceirizadas contratadas são responsáveis por recolher e encaminhar os materiais para locais autorizados, onde eles são processados para geração de energia por meio de cavacos.
Além disso, o corte de seis eucaliptos de grande porte foi autorizado por licença ambiental após constatação de risco de queda, especialmente diante das condições climáticas severas que Curitiba enfrenta. Essas medidas refletem a preocupação do município em equilibrar segurança pública, conservação ambiental e qualidade de vida urbana.
Fonte: bemparana.com.br








