Vereadores rejeitaram recomendação da Corregedoria e encerraram a apuração sobre possível favorecimento familiar no gabinete do parlamentar do PL
O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba decidiu, nesta segunda-feira (7), arquivar a representação aberta contra o vereador Eder Borges (PL). A decisão foi tomada por 4 votos a 3, contrariando a recomendação da Corregedoria da Casa, que havia apontado elementos suficientes para dar seguimento ao processo disciplinar.

A denúncia foi protocolada pela vereadora Giorgia Prates (PT), com base em reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil. O texto indicava possível favorecimento envolvendo uma ex-companheira de Borges, que seria mãe da atual chefe de gabinete dele.
Votaram pelo arquivamento os vereadores Rafaela Lupion (PSD), Toninho da Farmácia (PSD), Guilherme Kilter (Novo) e Bruno Secco (PMB). Foram favoráveis à continuidade da apuração os vereadores Lórens Nogueira (Progressistas), Laís Leão (PDT) e Angelo Vanhoni (PT), que seguiram o parecer da Corregedoria.
A sessão contou com duas ausências. O vereador Hernani (Republicanos) e seu suplente Jasson Goulart (Republicanos) não participaram. Também não houve substituição para o próprio Eder Borges, que está impedido de votar por ser o alvo da apuração. O primeiro suplente, Olímpio Araújo Júnior (PL), foi convocado mas não compareceu.
Com o placar de 4 a 3, o Conselho de Ética considerou o caso encerrado. Em declaração logo após o resultado, Eder Borges afirmou: A justiça foi feita. Eram provas inexistentes, com argumentos muito frágeis, inspirados em fofocas. [Foi] armação= da esquerda. Foi um [resultado] previsível, dentro da legalidade e da verdade”, disse.
O Conselho de Ética é composto por nove membros titulares, com suplência garantida em casos de impedimento. O arquivamento não impede que novas representações sejam protocoladas, caso surjam fatos novos.
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