Vendedores e clientes relatam lojas vazias durante o evento de compras

Lojas vazias e movimento abaixo do esperado marcam a Black Friday em São Paulo.
Black Friday em São Paulo: lojas vazias e movimento abaixo das expectativas
Nesta sexta-feira (28), a Black Friday trouxe um cenário inesperado para o comércio de rua de São Paulo, caracterizado por lojas vazias e um fluxo de clientes muito abaixo do esperado. A expectativa era de um aumento significativo no movimento, mas tanto consumidores quanto vendedores ficaram surpresos com a realidade nas ruas.
A reportagem visitou diversas lojas, incluindo unidades do Magazine Luiza e Carrefour, e constatou que o movimento estava aquém do esperado. Clientes como Lígia Oliveira, de 51 anos, comentaram sobre a falta de filas e a dificuldade em encontrar promoções reais. “Vim comprar pensando que estaria cheio, e não tem quase ninguém. É bom que não pego fila”, afirmou.
Outro ponto destacado foi o hábito de compras online. Eduardo Severino, motorista de aplicativo, notou que as entregas não paravam, com muitos optando por plataformas como Shein e Amazon. Este comportamento, segundo pesquisa da Serasa Experian, mostra que os consumidores preferem experimentar produtos em lojas físicas, mas finalizam as compras pela internet.
Empresas tentam estratégias diferentes para atrair consumidores
Em resposta ao movimento fraco, várias empresas adotaram estratégias para diluir a concentração de consumidores nesta Black Friday. O Carrefour, por exemplo, iniciou um funcionamento especial na quinta-feira (26) e manteve as lojas abertas até a meia-noite deste domingo (30). No entanto, a marca não promoveu eventos especiais de descontos, como é comum nesta época.
Além disso, as Casas Bahia realizaram transmissões ao vivo para anunciar descontos, mas a loja utilizada para essas gravações não apresentou grande movimento. A empresa também apostou em soluções de inteligência artificial para melhorar a interação com os clientes.
Mudanças na percepção do consumidor
A pesquisa da Serasa Experian revelou que, atualmente, 59,4% dos consumidores veem as lojas como espaços para expor produtos, em vez de realizar vendas. Essa visão é ainda mais forte entre os jovens: 63,5% da Geração Z e 61,4% dos Millennials compartilham dessa opinião.
As empresas estão se adaptando a essa nova realidade, oferecendo promoções ao longo do mês e ampliando os horários de funcionamento. O Magazine Luiza, por exemplo, abriu suas lojas mais cedo nesta sexta-feira, mas o movimento ainda foi considerado baixo.
Conclusão
A Black Friday deste ano em São Paulo reflete uma mudança nos hábitos de consumo, onde a conveniência das compras online tem prevalecido. A expectativa para os próximos dias é que as lojas se ajustem ainda mais a essa nova dinâmica, buscando atrair clientes por meio de estratégias inovadoras e promoções contínuas. Com a movimentação nas lojas físicas em declínio, resta saber como o comércio se adaptará a essas novas tendências de consumo.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress










