Uri Levine, figura do Waze e Moovit, aposta em curso pago e promete revelar 'segredos' para startups brasileiras

Uri Levine, cofundador do Waze, lança curso de empreendedorismo no Brasil. Curso cobra até US$ 1.188 e promete acelerar startups com conteúdo prático e teórico.
Uri Levine, nome por trás do sucesso do Waze e Moovit, acaba de lançar no Brasil um curso de empreendedorismo com preço que não é para qualquer um: US$ 997 à vista ou até US$ 1.188 parcelado. A Uri Levine Startup Academy promete ensinar fundadores a construir, desenvolver e escalar startups, combinando videoaulas, sessões ao vivo e material prático distribuído em 11 módulos. O Brasil foi escolhido como primeiro mercado pelo fato de ter sido um dos principais para Levine, mas o valor alto e a proposta de ‘segredos’ pode soar como mais um produto para a elite do empreendedorismo, longe da realidade da maioria dos brasileiros.
Curso caro para acelerar startups na era da inteligência artificial
Levine aposta na experiência prática para acelerar o aprendizado, criticando quem começa pelo produto e não pelo problema. Com a inteligência artificial ganhando força, ele alerta para a velocidade na construção de produtos, mas também para a competição acirrada que isso gera. O curso aborda desde validação de ideias, formação de equipes, até captação de recursos, tudo baseado em sua trajetória, que inclui vendas bilionárias para Google e Intel. Apesar de o conteúdo ser global, há promessa de adaptação para o mercado brasileiro, como temas jurídicos e estratégias locais.
Exclusividade e conhecimento prático: o dilema do curso
A iniciativa pode ser vista como uma oportunidade para quem quer empreender com orientação de quem já passou pelo processo, mas o preço elevado pode limitar o acesso a um público restrito, deixando de lado muitos potenciais empreendedores que não têm capital para investir no conhecimento. O curso abre a primeira aula gratuitamente, mas o pacote completo carrega um custo que contrasta com a realidade de boa parte do mercado nacional. O movimento reforça como o ecossistema de startups ainda pende para atender uma elite, enquanto o empreendedorismo de massa no Brasil precisa de soluções mais acessíveis e inclusivas.








