Conselho evangélico rebate ligação de Flávio Bolsonaro a projeto que altera título de Nossa Senhora Aparecida

O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil acusa Lula e aliados de usar fake news para promover conflito religioso entre católicos e evangélicos, negando envolvimento em cancelamento de feriados religiosos.
O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil (CIMEB), entidade que reúne mais de 10 mil pastores de diversas denominações, divulgou nota nesta segunda-feira (28/9) repudiando a utilização de uma fake news atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados. O texto acusa o grupo de promover uma “guerra religiosa” entre católicos e evangélicos ao disseminar informações falsas sobre a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
Conforme o comunicado, evangélicos e católicos mantêm uma convivência pacífica, sem qualquer iniciativa de líderes evangélicos ou candidaturas para cancelar feriados ou cultos religiosos. A nota também esclarece que as publicações que associam o senador Flávio Bolsonaro (PL) a uma mudança no título estão equivocadas e referem-se a um Projeto de Lei (PL) 2.623/2007, arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008.
O referido projeto pretendia alterar a Lei nº 6.802/1980, que estabelece o feriado nacional de 12 de outubro em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, substituindo a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta não extinguia o feriado, mas buscava ajustar o texto para ressaltar o caráter laico do Estado brasileiro, conforme justificativa do autor do projeto.
O senador Flávio Bolsonaro negou qualquer projeto ou intenção de modificar o título da santa padroeira. O CIMEB reitera seu repúdio à utilização dessas informações falsas com o objetivo de atingir adversários políticos e fomentar conflitos religiosos.
Contexto da controvérsia
- O Conselho Interdenominacional dos Ministros Evangélicos do Brasil representa mais de 10 mil pastores de diversas denominações.
- A fake news em questão circula principalmente nas redes sociais e associa Lula e aliados à promoção de guerra religiosa.
- O PL 2.623/2007, citado nas acusações, foi arquivado há 15 anos e não tramita atualmente.
- O Senado e o candidato Flávio Bolsonaro negam qualquer envolvimento com a proposta.
A nota do CIMEB busca esclarecer a convivência pacífica entre evangélicos e católicos e desmentir a circulação de informações falsas em um momento de polarização política.









