A investigação sobre a morte do advogado criminalista José Lael de Souza Rodrigues Júnior, assassinado em outubro de 2024, avança com a realização da segunda audiência de instrução nesta quarta-feira, no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. A sessão se concentra na oitiva de testemunhas da acusação, consideradas peças-chave para elucidar o caso.
O advogado Fábio Trindade, representante da família da médica Daniele Barreto, detalhou a importância desta etapa do processo. “Hoje será o primeiro dos três dias previstos para a oitiva de testemunhas de acusação, que são peças-chave neste processo”, afirmou Trindade a uma emissora local, destacando a relevância dos depoimentos para esclarecer pontos ainda obscuros.
A audiência ocorre em um momento em que o processo enfrenta uma reviravolta com a morte de Daniele Barreto, uma das rés acusadas de envolvimento no crime. “Com a morte de Daniela, ocorre a extinção da punibilidade em relação a ela. Ou seja, ela sai do processo, mas ele segue normalmente em relação aos demais acusados”, explicou o advogado Guilherme Maluf, que representa os familiares da vítima, ressaltando a importância da continuidade das investigações.
Enquanto isso, a defesa de Alvaci Feitoza, também ré no processo, optou por não comentar o mérito das acusações. A advogada Agtta Vasconcelos justificou a discrição devido ao segredo de justiça que rege o caso, enfatizando que qualquer pronunciamento seria prematuro nesta fase de produção de provas. A defesa de Alvaci alega tratamento desigual da justiça.
Relembrando o caso, José Lael foi morto a tiros após sair para comprar um açaí. As investigações da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) apontam que o crime foi planejado por Daniele Barreto com o apoio de Alvaci Feitoza, motivado por temores de uma possível separação e disputas patrimoniais. O desenrolar desta audiência é crucial para o futuro do processo e para a busca por justiça no caso.
Fonte: http://infonet.com.br










