Justiça no Canadá rejeita reivindicação de bolão e preserva prêmio de R$ 7,5 milhões para vencedor solitário

No Canadá, caminhoneiro que ganhou R$ 7,5 milhões na loteria enfrenta cobrança judicial de colegas de trabalho que alegavam direito ao prêmio. Juíza rejeita ação por falta de comprovação de acordo firme.
Um caminhoneiro canadense, Mandeep Singh Maan, se recusou a ceder parte dos R$ 7,5 milhões que ganhou sozinho na loteria, desafiando a pressão judicial imposta por colegas de trabalho. A disputa, que viralizou novamente em 2026, expõe as contradições e inseguranças jurídicas envolvendo bolões informais.
Pressão de colegas não se sustenta na Justiça
Cinco funcionários de uma empresa de transporte alegaram que o bilhete premiado integrava um bolão entre eles, exigindo uma fatia do prêmio. A juíza Y. Liliane Bantourakis, da Suprema Corte da Colúmbia Britânica, analisou o caso minuciosamente e deixou claro que não havia regras definidas, contrato escrito ou comprovação concreta de que o bilhete foi comprado com dinheiro do grupo naquele dia.
Falta de comprovação derruba ação contra vencedor
Os registros eram limitados a mensagens de WhatsApp e algumas fotos de bilhetes, que não evidenciaram compromisso firme entre os envolvidos. Além disso, o histórico do caminhoneiro mostra que ele é um apostador frequente que gasta cerca de 400 dólares canadenses por mês em loterias individuais.
Vitória solitária e relações desgastadas
A magistrada destacou que o prêmio, em vez de ser motivo de felicidade, acabou azedando o convívio entre os colegas. A decisão reafirma que convicções pessoais não bastam para reivindicar direitos sem amparo legal, preservando o direito individual contra pressões coletivas informais.
Esse episódio reforça a necessidade de clareza e formalização em apostas coletivas, principalmente quando envolvem milhões. Maan sai vitorioso não apenas na loteria, mas também na arena judicial, resistindo às tentativas de diluir seu prêmio.
Fonte: bandab.com.br









