Estudo sugere que aumentar o número de passos pode desacelerar o declínio cognitivo

Estudo indica que caminhadas de 3.000 a 7.000 passos diários podem desacelerar o declínio cognitivo em pessoas com Alzheimer.
Em novembro de 2025, um estudo recente sugere que aumentar o número de passos diários pode ser uma maneira eficaz de desacelerar o declínio cognitivo em pessoas com Alzheimer precoce, segundo a neurologista Wai-Ying Wendy Yau, autora principal do estudo. Pesquisadores observaram que indivíduos que caminhavam entre 3.000 a 5.000 passos por dia apresentavam um atraso de três anos no declínio cognitivo em comparação àqueles que caminhavam menos. Aqueles que chegavam a 5.000 a 7.000 passos conseguiram retardar esse declínio em até sete anos.
Impacto da atividade física na saúde cerebral
O estudo incluiu cerca de 300 adultos com idades entre 50 e 90 anos, que apresentavam risco elevado de Alzheimer, medido pelo acúmulo de beta-amiloide em exames cerebrais. Os resultados mostraram que um aumento na contagem de passos estava associado a um acúmulo mais lento de tau, uma proteína que pode afetar a comunicação entre as células cerebrais. A pesquisa foi parte do Estudo do Envelhecimento Cerebral de Harvard, que visa entender como as mudanças detectadas em exames cerebrais contribuem para o declínio cognitivo.
Benefícios da caminhada regular
Yau enfatiza que mesmo uma atividade modesta pode ser benéfica para aqueles que são sedentários. “Cada pequeno esforço ajuda na saúde cerebral”, afirma. Embora o estudo tenha encontrado associações entre o número de passos e o declínio cognitivo, é importante notar que não se estabeleceu uma relação de causa e efeito. Pesquisas anteriores indicam que a atividade física regular pode ser um fator protetor contra o Alzheimer e outras formas de perda de memória.
Considerações finais
Embora o estudo tenha limitações, como a ausência de dados sobre o tipo de atividade física realizada, os especialistas concordam que aumentar o número de passos diários e manter uma rotina de exercícios pode trazer benefícios significativos para a saúde cognitiva. Implementar hábitos saudáveis ao longo da vida pode ser mais eficaz do que intervenções de curto prazo.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










