Projeto aprovado desafia presidente republicano e limita ação militar no Oriente Médio

Câmara dos Deputados dos EUA, com maioria republicana, aprova moção que exige suspensão da ação militar contra Irã, marcando nova derrota política para Trump e limitando sua condução da política externa.
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos deu um recado claro ao presidente Donald Trump, mesmo com a maioria republicana no comando: o Congresso não vai aceitar uma escalada militar no Irã sem sua autorização. Nesta quinta-feira (25), a Casa aprovou uma moção que exige a suspensão das ações militares contra o país persa, num placar apertado de 214 votos contra 208. Quatro republicanos romperam com o partido e se uniram aos democratas, sinalizando fissuras internas diante da postura agressiva do presidente.
Congresso desafia Trump e reforça controle sobre poderes de guerra
A resolução, apresentada pela deputada democrata Pramila Jayapal, determina que as Forças Armadas dos EUA devem ser retiradas das hostilidades contra o Irã, salvo se o Congresso autorizar. Embora a medida tenha caráter simbólico e não impeça imediatamente os ataques, ela representa uma nova repreensão política a Trump, que tem adotado postura cada vez mais beligerante na região do Oriente Médio.
Tensões no Oriente Médio escalam com ataques e retaliações
A votação acontece após o presidente anunciar intensificação dos ataques e prometer uma “grande retaliação militar” contra o Irã e seus aliados houthis, que recentemente atacaram petroleiros sauditas no Mar Vermelho. Em meio à crise, militares norte-americanos foram mortos, e o país respondeu com ataques aéreos contra alvos iranianos, que revidaram disparando contra bases americanas em países vizinhos.
Reação interna mostra desgaste político e divisão no Partido Republicano
Os quatro republicanos que votaram contra a linha oficial do partido foram Tom Barrett (Michigan), Brian Fitzpatrick (Pensilvânia), Warren Davidson (Ohio) e Thomas Massie (Kentucky). A medida reforça o desgaste do presidente dentro do próprio partido e evidencia o controle cada vez mais contestado de Trump sobre decisões militares e de política externa.
O Senado norte-americano deve votar uma resolução semelhante ainda nesta quinta-feira, ampliando o debate interno sobre os limites do uso da força no Irã e expondo as tensões entre Executivo e Legislativo em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.








