Presidenciável do PSD critica programa de renegociação de dívidas e uso do FGTS para quitar débitos

Ronaldo Caiado ataca programa Desenrola e acusa Lula de se apropriar do FGTS para financiar dívidas, chamando o presidente de 'o grande agiota do Brasil'.
O presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) elevou o tom contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (25/8) durante sabatina no Jornal Nacional. Ao ser questionado sobre o endividamento das famílias brasileiras e as propostas para ampliar o crédito, Caiado fez duras críticas ao programa Desenrola, iniciativa do governo federal que permite a renegociação de dívidas para pessoas com renda de até cinco salários mínimos.
“Você tinha que perguntar para o Lula quando ele fala do Desenrola: ele é que te enrolou. O Lula que te enrolou. O Lula passou a ser o grande agiota no Brasil”, disparou o candidato. Ele reclamou das altas taxas de juros que, segundo ele, chegam a 20%, e do uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para quitação das dívidas renegociadas.
O programa Desenrola visa facilitar a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal atrasadas entre 91 dias e dois anos, oferecendo descontos e juros reduzidos, além de prazo de até 48 meses para pagamento. Também permite que parte do FGTS seja usada para amortizar ou quitar débitos, o que tem sido alvo das críticas de Caiado, que acusa o governo de se apropriar da poupança dos trabalhadores para sustentar sua política de crédito.
Ao relacionar Lula ao papel de ‘agiota’, Caiado tenta costurar uma narrativa de que o atual governo estaria onerando ainda mais o consumidor endividado, usando seu próprio patrimônio como moeda para pagar dívidas em condições desfavoráveis. A fala do candidato ganha destaque no contexto da corrida presidencial, evidenciando o embate sobre as políticas econômicas e sociais adotadas pelo petismo.
Programa Desenrola sob fogo cerrado
O Desenrola foi anunciado pelo governo como uma forma de reduzir a inadimplência e permitir que famílias voltem a ter acesso ao crédito. No entanto, a crítica do candidato do PSD joga luz sobre o custo real para os trabalhadores nessa renegociação, especialmente pelo uso do FGTS.
Embate eleitoral e repercussões
A declaração de Caiado reforça a polarização na disputa presidencial, apresentando um contraponto agressivo ao atual governo. O candidato tenta capitalizar o descontentamento com a política econômica do PT, focando no tema sensível do endividamento e no controle dos recursos do FGTS.
Diante do cenário, o governo Lula terá que responder às acusações e justificar a eficácia e justiça do Desenrola para conter este desgaste político, enquanto a campanha eleitoral esquenta para o pleito de 2026.








