Um incidente em uma escola municipal de Vitória gerou revolta e preocupação. A família de um menino de 11 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA), alega que uma professora cortou o cabelo do estudante sem autorização durante uma atividade lúdica conhecida como “cabelo maluco”. O caso ganhou repercussão e levanta questões sobre inclusão e respeito às necessidades individuais.
Segundo relatos da família, o menino participava da brincadeira temática, com um penteado alusivo ao fundo do mar. Em determinado momento, o garoto teria expressado desconforto e dores de cabeça devido aos adereços utilizados. A professora, então, teria tomado a iniciativa de cortar o cabelo do aluno para remover os objetos, que, segundo a família, seriam retirados em casa com água morna.
A atitude da professora causou grande chateação ao menino, que precisou raspar a cabeça e manifestou resistência em retornar à escola. A família formalizou uma denúncia junto à Secretaria Municipal de Educação, buscando esclarecimentos e providências. A situação levanta um debate sobre os limites da intervenção pedagógica e a importância da comunicação com os pais ou responsáveis em casos delicados.
Em resposta, a Secretaria Municipal de Educação de Vitória (Seme) lamentou o ocorrido e se manifestou por meio de nota. A pasta informou que está prestando apoio à criança e à família, e que o caso está sendo tratado por sua equipe técnica. “Conforme apuração preliminar, com objetivo de aliviar o desconforto relatado pelo estudante, a servidora retirou os adereços que estavam presos com cola ao cabelo, sem o uso de tesoura ou qualquer outro material cortante”, afirmou a Seme, ressaltando que situações envolvendo estudantes são tratadas com seriedade, acolhimento e respeito.
A brincadeira do “cabelo maluco”, que incentiva a criatividade e a diversão, tem se popularizado nas escolas, especialmente em datas comemorativas como o Dia das Crianças. A proposta visa estimular a criação de penteados inusitados, coloridos e com diversos acessórios, transformando o visual em uma experiência lúdica. O incidente em Vitória serve de alerta para a necessidade de equilibrar a promoção de atividades recreativas com o respeito às individualidades e necessidades de cada aluno.










