Ministro destaca a ausência do governador Zema em evento significativo

O ministro Guilherme Boulos lamentou a falta de punição na tragédia de Mariana, completando dez anos nesta quarta-feira (5), e criticou a ausência do governador Zema no evento.
Em Belo Horizonte, no dia 5 de novembro de 2025, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que a tragédia de Mariana (MG) não deve ser considerada um desastre, mas sim um crime, lamentando a falta de punição aos envolvidos. Ele participou de um evento do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em memória do incidente que completou dez anos.
Reflexões sobre a tragédia
Boulos destacou que o rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 2015, causou a morte de 19 pessoas e devastou comunidades. Ele lamentou a absolvição dos réus envolvidos, incluindo a mineradora Samarco e suas controladoras, Vale e BHP, por falta de provas suficientes, segundo a Justiça Federal. O ministro afirmou que “demorar dez anos e ainda o resultado ser uma absolvição completa dessas pessoas não é razoável”.
Ausência do governador Zema
O evento também foi marcado pela crítica à ausência do governador Romeu Zema, que estava no Rio de Janeiro cumprindo compromissos. Boulos expressou sua decepção, ressaltando que a data é simbólica para o povo mineiro e deveria ter sido marcada pela presença do governador. Zema, que é pré-candidato à Presidência, tem enfrentado críticas por suas políticas de segurança pública e sua atuação em relação ao desastre.
Propostas para evitar novas tragédias
A ministra Macaé Evaristo, presente no evento, enfatizou a importância de relembrar as tragédias de Mariana e Brumadinho para que não se repitam. Ela mencionou a necessidade de avanços na legislação de licenciamento de empreendimentos, sugerindo que há projetos de lei em tramitação para evitar que eventos semelhantes ocorram novamente.
Notícia feita com informações do portal: www1.folha.uol.com.br










