Brasil intensifica operação de resgate após terremoto na Venezuela, desafiando riscos e dificuldades

Bombeiros do Paraná atuam com técnica e coragem na Venezuela para localizar vítimas do terremoto, enfrentando desafios como tremores secundários e destruição generalizada.
A missão brasileira na Venezuela, com a presença marcante do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), intensifica os esforços para encontrar sobreviventes soterrados após o terremoto devastador que atingiu o litoral do país na última quarta-feira (24). Desde a chegada na noite de sexta-feira (27), os bombeiros paranaenses trabalham em turnos de 12 horas na região de La Guaira, enfrentando calor intenso, condições precárias e o risco constante de tremores secundários, como o de magnitude 5,1 registrado recentemente.
Busca técnica e riscos constantes
Diferente das primeiras operações de resgate, onde vítimas superficiais foram retiradas pelas equipes locais, agora o foco está nos chamados “espaços vitais” — pequenos vazios nas estruturas colapsadas que podem manter pessoas vivas por dias, apesar das adversidades. O tenente-coronel Ícaro Gabriel Greinert, líder da equipe paranaense, explica que o trabalho é minucioso, prédio por prédio, com o auxílio de cães especializados e equipamentos avançados. A necessidade de escorar os escombros para evitar novos desabamentos adiciona ainda mais complexidade à missão.
Cenário devastador e impacto humanitário
A área atingida, que se estende por cerca de 60 km entre Caracas e o litoral, apresenta destruição massiva, com prédios de até 15 pavimentos completamente comprometidos. A falta de energia, combustível e o desabamento de casas deixaram milhares desabrigados, vivendo nas ruas em um cenário de grande tristeza e gratidão por quem sobreviveu. O tenente-coronel destaca a dimensão do impacto social e o esforço contínuo das autoridades locais para atender as vítimas.
Compromisso e preparo brasileiro
A missão brasileira, coordenada pelo Ministério das Relações Exteriores e apoiada pela Agência Brasileira de Cooperação, conta com 44 integrantes, incluindo bombeiros do Paraná, São Paulo e Minas Gerais, além de profissionais da saúde e telecomunicações. O Paraná destaca-se pela preparação consistente de seus bombeiros, fruto de anos de treinamento e certificações internacionais, que os coloca entre as corporações brasileiras aptas a atuar em operações internacionais de alta complexidade.
Perspectivas e desafios futuros
Prevista para durar até 15 dias, a missão prioriza, nos primeiros dez, as buscas por sobreviventes, com possibilidade de ampliar o foco para ações humanitárias conforme a evolução da situação. O empenho e a técnica dos bombeiros paranaenses são cruciais para enfrentar os desafios que ainda permanecem, marcando uma atuação que vai além do esforço local, mas que carrega consigo o peso da solidariedade e da eficácia brasileira em momentos de crise internacional.
Fonte: parana.pr.gov.br









