Zema vai lançar candidatura à Presidência em evento em São Paulo

Governador mineiro é o segundo chefe do executivo a anunciar pré-candidatura; Ronaldo Caiado também diz que vai concorrer O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), vai lançar oficialmente sua candidatura à Presidência da República no dia 16 de agosto, em um evento organizado pelo partido em São Paulo. A movimentação confirma que Zema entrou de vez na disputa nacional e busca ocupar o espaço da direita liberal nas eleições de 2026. O evento será realizado na capital paulista com a presença de cerca de 1.500 apoiadores e filiados da legenda. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi convidado e pode ser que participe por videoconferência, já que está proibido pela Justiça de deixar Brasília nos finais de semana. A presença, mesmo virtual, será visto como um gesto importante de aproximação. Zema quer se apresentar como um nome viável da direita moderada, alinhado a pautas econômicas liberais e de gestão, mas sem o discurso ideológico radical do bolsonarismo raiz. O lançamento servirá como ponto de partida para uma série de viagens pelo país, onde o governador pretende divulgar propostas e se tornar mais conhecido fora de Minas. Leia mais: Governo Trump revoga vistos de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do STF Nos bastidores, o nome de Zema é visto como uma tentativa do Novo de voltar a ter protagonismo no cenário nacional, após a perda de relevância nas últimas eleições. A pré-candidatura também é observada por outros nomes da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ronaldo Caiado (União Brasil), que também se articulam para a disputa presidencial, este último inclusive com pré-candidatura já lançada. O partido ainda não confirmou se haverá outras lideranças no evento, mas a expectativa é de que o lançamento marque oficialmente a entrada de Zema na corrida pelo Palácio do Planalto. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Governo Ratinho Junior bate recorde de investimentos no primeiro semestre de 2025

Com R$ 3,95 bilhões aplicados em infraestrutura, obras e novos projetos, gestão estadual registra maior volume de investimentos para um primeiro semestre em 20 anos O Governo do Paraná investiu R$ 3,95 bilhões entre janeiro e junho de 2025, alcançando o maior volume de recursos aplicados em um primeiro semestre nos últimos 20 anos. O montante representa um aumento de 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado e equivale a 14% de tudo o que foi investido pelo setor público estadual no país. “Esse resultado é fruto de um esforço contínuo para aprimorar a gestão pública, melhorar a execução orçamentária e garantir que o investimento realmente chegue aonde importa: na vida do cidadão paranaense. Nosso compromisso é com entregas concretas, que gerem desenvolvimento, qualidade de vida e resultados duradouros para o Estado”, diz  o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara. O destaque da aplicação está em obras públicas: só em infraestrutura, foram R$ 1,1 bilhão em rodovias, pontes, viadutos, obras em aeroportos, portos e na malha ferroviária. A área da saúde também recebeu R$ 322 milhões em investimentos, e a educação ficou com R$ 284 milhões, valores que incluem ampliações, reformas, compra de equipamentos e contratação de serviços. Leia mais: Perícia conclui: pen drive da casa de Bolsonaro é “irrelevante” em inquérito Ortigara atribui o desempenho ao modelo de gestão adotado pelo Executivo estadual, com controle de gastos, equilíbrio fiscal e planejamento de longo prazo. “Os números comprovam que o ritmo de entregas está mais acelerado, refletindo a eficiência da gestão pública e o foco em resultados concretos para a população”, conclui. Os dados, divulgados pelo Tesouro Nacional, colocam o Paraná como o segundo maior investidor público do Brasil no semestre, atrás apenas de São Paulo. O governo projeta ultrapassar os R$ 8 bilhões em investimentos até o fim do ano, o que pode significar um novo recorde histórico. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Governo Trump revoga vistos de Alexandre de Moraes e outros sete ministros do STF

Atinge também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e “aliados” de Moraes O governo dos Estados Unidos anunciou no fim da noite desta sexta-feira (18) a revogação dos vistos de entrada no país de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de familiares e “aliados” de Alexandre Moraes, segundo o comunicado. A medida foi confirmada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e atinge ministros que, segundo ele, atuaram de forma “incompatível com os valores democráticos e os direitos civis fundamentais”. Estão na lista Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino. O chefe do Ministério Público Federal, Paulo Gonet, também foi incluído. Três ministros ficaram de fora da sanção: André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux. Eles continuam com permissão para entrar nos Estados Unidos. Em uma rede social, Rubio afirmou que o governo americano não permitirá a entrada de autoridades que, na avaliação da gestão Trump, usaram o sistema judicial para perseguir adversários políticos. Leia mais: Alvo de busca e apreensão, Bolsonaro é obrigado a usar tornozeleira eletrônica “O presidente Trump deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos. A caça às bruxas política do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura tão abrangente que não apenas viola direitos básicos dos brasileiros, mas também se estende além das fronteiras do Brasil, atingindo os americanos. Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato“, diz a publicação. A sanção foi anunciada no mesmo dia em que o ministro Alexandre de Moraes determinou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e uma série de restrições, como sair de casa a noite e manter contato com o filho Eduardo Bolsonaro (PL). Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Alvo de busca e apreensão, Bolsonaro é obrigado a usar tornozeleira eletrônica

Decisão de Alexandre de Moraes impõe restrições ao ex-presidente, acusado de articular golpe de Estado A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (18) mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como parte do inquérito que apura a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A nova fase da operação investiga também suspeitas de coação no curso do processo, obstrução de justiça e ataque à soberania nacional. Além das buscas, Bolsonaro foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica e teve novas restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente está proibido de manter contato com embaixadores estrangeiros, de se aproximar de embaixadas, de utilizar redes sociais, de sair de casa das 19h às 07h e de se comunicar com seus filhos Eduardo Bolsonaro (PL) e Carlos Bolsonaro (Republicanos), ambos investigados. Os deslocamentos de Bolsonaro passarão a ser monitorados em tempo real. Leia mais: Nem Lula, nem Bolsonaro: Quaest mostra que maioria dos eleitores quer alternativa para 2026 Durante as buscas, agentes estiveram na casa de Bolsonaro e no gabinete que ele mantém na sede nacional do PL. Foram encontrados US$ 14 mil e R$ 8 mil em espécie na residência do ex-presidente. A PF também informou ao STF ter localizado uma cópia da petição inicial da ação movida pela plataforma Rumble contra Alexandre de Moraes, o relator do processo. Após as buscas, Bolsonaro foi levado à sede da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (SEAP-DF) para a instalação da tornozeleira. Segundo investigadores, a operação foi motivada por indícios de que Bolsonaro teria incentivado ataques ao Brasil a partir do exterior e por risco de que ele tentasse fugir do país. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Nem Lula, nem Bolsonaro: Quaest mostra que maioria dos eleitores quer alternativa para 2026

Apesar de liderarem a disputa, petista e ex-presidente não empolgam Uma nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (17) aponta que, embora Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) ainda liderem as intenções de voto para 2026, a maioria dos brasileiros diz preferir uma alternativa fora da polarização. Segundo o levantamento, 60% dos eleitores entrevistados afirmam que o país “precisa de um novo nome” para disputar a Presidência. O dado reforça o esgotamento de um ciclo político centrado na disputa direta entre Lula e Bolsonaro, que vem dominando as eleições desde 2018. Ambos sigam liderando os cenários simulados pela Quaest, mas com índices que revelam um teto difícil de romper. No cenário principal, Lula aparece com 32% e Bolsonaro com 26%. Brancos, nulos e indecisos somam 23%. Mesmo fora da disputa, por estar inelegível até 2030, Bolsonaro ainda é o nome da direita com melhor desempenho. Quando a pesquisa simula um cenário com Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou Eduardo Bolsonaro (PL), todos aparecem com desempenho menor do que o ex-presidente. Michelle marca 19%, Tarcísio, 15%, e Eduardo, também 15%. Nenhum deles consegue quebrar a barreira da direita raiz nem mobilizar os indecisos. Leia mais: Moraes anula decreto do Congresso e restabelece cobrança do IOF Enquanto isso, Lula também enfrenta resistência: 44% dos entrevistados dizem que não votariam nele de jeito nenhum, e seu governo tem 53% de desaprovação, apesar de uma leve melhora em relação ao levantamento anterior. Diante disso, o sinal de alerta se acende nos dois lados da polarização. A leitura política é de que existe espaço para uma candidatura fora do eixo PT x Bolsonaro, algo que partidos do centro e da chamada “terceira via” tentaram articular sem sucesso nas eleições passadas. O desempenho de nomes como Ciro Gomes (8%), Ratinho Junior (6%) e Romeu Zema (2%) ainda é tímido, mas o desejo por novidade está registrado. A pesquisa ouviu 2.045 pessoas presencialmente entre 10 e 14 de julho, em todos os estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Lula contraria Congresso e veta aumento de deputados

Decisão do presidente barra projeto que ampliava número de cadeiras na Câmara O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu vetar o projeto que aumentava o número de deputados federais de 513 para 531. A medida, que, segundo o Congresso Nacional, tinha o objetivo de corrigir distorções na representação dos estados, gerou forte reação negativa da população e também do Ministério da Fazenda, que alertou para o risco de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal. O projeto foi impulsionado pelas lideranças da Câmara depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou uma revisão na composição da casa, com base nos dados mais recentes do IBGE. A ideia era ajustar as cadeiras para refletir o crescimento populacional de alguns estados, principalmente na região Norte e Nordeste. Porém, a reação da sociedade foi rápida e desfavorável: pesquisa mostrou que 85% dos brasileiros rejeitam o aumento do número de deputados. Além disso, o Ministério da Fazenda destacou que a mudança representaria um impacto significativo no orçamento público, o que não se encaixa no cenário de responsabilidade fiscal adotado pelo governo. Leia mais: Moraes anula decreto do Congresso e restabelece cobrança original do IOF A decisão de Lula de enfrentar a votação do Congresso e vetar o aumento no número de deputados federais deve ser divulgada nesta quinta-feira (17) em edição do Diário Oficial da União (DOU). Diante do cenário, Lula optou por vetar o projeto, evitando desgaste político e reforçando o discurso de compromisso do Executivo com a estabilidade fiscal e o bom uso do dinheiro público. O veto agora será analisado pelo Congresso, que pode decidir mantê-lo ou derrubá-lo. Enquanto isso, a Câmara segue com o número atual de 513 deputados até pelo menos 2026. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Hugo Motta exonera servidoras fantasmas após denúncia

Hugo motta

Presidente da Câmara demitiu duas funcionárias envolvidas em série de reportagens O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), exonerou duas servidoras do seu gabinete após a revelação de indícios de que elas seriam funcionárias fantasmas. A decisão veio no mesmo dia de reportagens de diferentes veículos mostrarem que as assessoras não foram encontradas na sede da Câmara durante o expediente e tampouco retornaram às tentativas de contato feitas pelas equipes de jornalismo. As exonerações foram publicadas na terça-feira (16) no Diário Oficial da Casa e atingem duas mulheres que ocupavam cargos comissionados no gabinete de Motta em Brasília. Hugo Motta não respondeu diretamente aos questionamentos, mas decidiu demitir as duas assessoras logo após a publicação da denúncia. Em nota, a assessoria do deputado informou que a medida foi tomada “imediatamente” após a veiculação das reportagens, com o objetivo de preservar “a transparência e a regularidade” do exercício do mandato. Além da demissão, o presidente da Câmara determinou a abertura de uma apuração interna para esclarecer o caso. A suspeita é de que as servidoras estivessem apenas nomeadas, sem de fato prestar serviço ao gabinete, o que configuraria um caso clássico de funcionárias fantasmas, prática ilegal e passível de responsabilização civil, administrativa e até criminal. Leia mais: Moraes anula decreto do Congresso e restabelece cobrança original do IOF A repercussão foi imediata nos bastidores da Câmara, especialmente porque Hugo Motta assumiu a presidência da Casa há poucos meses. Motta, que é hoje uma das maiores autoridades do país, tem tentado se projetar como um defensor da “gestão eficiente” do Legislativo. O episódio, no entanto, impôs desgaste político em meio ao curto período em que ele está à frente da Mesa Diretora. O caso também reabre um debate antigo dentro da Câmara: a fragilidade dos mecanismos de controle sobre os cargos comissionados e a ausência de fiscalização efetiva sobre a presença e produtividade dos assessores nomeados por parlamentares. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Governo do Paraná conclui rodovia no sudoeste com 140 quilômetros de concreto

Rodovia, que era considerada uma das piores do estado, agora tem estrutura reforçada e padrão logístico voltado à produção agroindustrial O governo do Paraná concluiu nesta quarta-feira (17) a modernização completa da PRC-280, com a entrega do terceiro e último lote das obras entre Clevelândia e Pato Branco, no Sudoeste do Estado. A rodovia, que era uma das mais críticas da malha estadual, agora soma 140 quilômetros pavimentados em concreto, com padrão logístico adequado para o transporte da produção agroindustrial da região. O investimento total chegou a R$ 476,4 milhões, com recursos do Tesouro estadual. A técnica adotada foi o whitetopping, que aplica uma camada de concreto sobre a base asfáltica já existente. A expectativa é que o novo pavimento tenha vida útil de 20 anos, com mais segurança, menos necessidade de manutenção e menor risco de acidentes. A PRC-280 é a principal ligação terrestre entre o Sudoeste paranaense e os portos de Paranaguá e Antonina, além de conectar cidades como Francisco Beltrão, Pato Branco e Clevelândia a outras regiões do estado e à malha rodoviária nacional. A estimativa do governo é que cerca de 8 mil veículos, em sua maioria caminhões, circulem diariamente pela rodovia. A entrega foi feita pelo governador Ratinho Junior (PSD), que destacou o simbolismo da obra. “Um dia histórico para todos nós, entregando a PRC-280, uma rodovia que é muito importante para o Paraná. Quando assumi o governo, essa era considerada a pior rodovia do Estado: a pior em acidentes, em número de mortes, em buracos, totalmente destruída, sendo que só o recapeamento não resolveria o problema”, disse o governador durante o evento. Segundo ele, a melhoria da infraestrutura rodoviária é uma das prioridades da gestão. O último lote entregue tem 37,5 km, no trecho entre Clevelândia e Pato Branco, e foi executado com investimento de R$ 180,9 milhões. As obras terminaram quatro meses antes do previsto. Leia mais: Pimentel freia a indústria da multa e muda a lógica dos radares em Curitiba Além do pavimento em concreto, a rodovia passou a contar com acostamento, nova sinalização horizontal e vertical, defensas metálicas, tachas refletivas, drenagem completa e grama plantada nas laterais. Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, a PRC-280 se transformou em referência nacional. “Essa rodovia é um símbolo para o Paraná e se tornou referência para o país. Estamos tocando outras rodovias por toda a região justamente porque a PRC-280 demonstrou eficiência e mais segurança, ou seja, o novo modelo introduzido aqui deu certo”, disse. Durante a solenidade, o governo também assinou a ordem de serviço para o Lote 2 do Contorno Noroeste de Pato Branco, na PR-916. A obra terá 14,3 km de extensão e conectará a PR-493 à PRC-158, com prazo de execução de 900 dias e custo estimado de R$ 148,9 milhões. O contorno tem como objetivo aliviar o tráfego pesado dentro do perímetro urbano de Pato Branco e melhorar a logística na região. Com a conclusão da PRC-280 e o início de novas frentes de obra, o governo busca consolidar um corredor de escoamento produtivo mais seguro e eficiente no Sudoeste, região estratégica para o agronegócio paranaense. O projeto também reforça o discurso da gestão Ratinho Junior de priorizar investimentos em infraestrutura com impacto direto na economia. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Sergio Moro reclama de anulação de todos os atos da Lava Jato contra Alberto Youssef

Dias Toffoli considerou que houve conluio entre Moro, MPF e PF; acordo de delação continua válido O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou na última terça-feira (16) todos os atos processuais da Operação Lava Jato contra o doleiro Alberto Youssef. A decisão atinge investigações, denúncias, ações penais, condenações e desdobramentos baseados nos processos abertos em Curitiba. Segundo Toffoli, houve “um claro conluio” entre a força-tarefa da Lava Jato, o então juiz Sergio Moro, o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) para direcionar a atuação penal, o que teria violado garantias fundamentais como o direito à ampla defesa. Ele citou também a existência de gravações ilegais feitas dentro da cela onde Youssef estava preso, que permaneceram em sigilo por anos e só vieram à tona com a Operação Spoofing. A decisão reitera um entendimento que vem sendo adotado por Toffoli em outros processos ligados à Lava Jato. No despacho, o ministro afirmou que o caso de Youssef é mais um exemplo do que chamou de “sistema de justiça de exceção, com jogos de cartas marcadas na 13ª Vara Federal de Curitiba”. Leia mais: Nikolas Ferreira protocola impeachment contra Lula por política externa e citação a Trump A anulação provocou reação imediata de Sergio Moro. Em nota, o ex-juiz criticou duramente a decisão do STF. “A anulação dos processos da Lava Jato, desta feita em relação a Alberto Youssef, reflete a inversão de valores morais pela qual o Brasil passa, reforça a impunidade e abre portas para novos escândalos como o do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS”, declarou em uma rede social. A defesa de Youssef havia pedido a anulação em junho, argumentando que as provas e as decisões derivadas da atuação da força-tarefa estavam comprometidas por parcialidade. Com a decisão de Toffoli, todo o conteúdo processual ligado ao doleiro em Curitiba foi considerado imprestável. Youssef foi um dos primeiros delatores da Lava Jato e peça central nos acordos que desencadearam a operação em 2014. Apesar da anulação dos atos judiciais, seu acordo de colaboração, já homologado pelo STF, segue válido. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!

Sob o comando de Alexandre Curi, Assembleia fica mais próxima da população

Projeto Assembleia Itinerante recolheu 750 demandas em nove cidades do interior no primeiro semestre de 2025 A Assembleia Legislativa do Paraná intensificou neste ano sua estratégia de interiorização e recebeu 750 demandas da população durante as nove edições do programa Assembleia Itinerante realizadas entre fevereiro e junho de 2025. O projeto percorreu cidades-polo de todas as regiões: Arapongas, Cascavel, Umuarama, Paranavaí, Telêmaco Borba, Londrina, Maringá, Campo Mourão e Jacarezinho. Sob o comando do presidente Alexandre Curi (PSD), a iniciativa tem buscado aproximar o Legislativo estadual da realidade de fora da capital. “Estamos colhendo frutos reais: investimentos, políticas públicas e proximidade. A Assembleia não é só de Curitiba, ela pertence a todo o Paraná e merece o espaço de protagonista no desenvolvimento do Estado”, afirmou. As demandas foram apresentadas por cidadãos, lideranças comunitárias, representantes do setor produtivo e autoridades locais. Entre os principais pedidos, aparecem melhorias em infraestrutura urbana e rural, ampliação da cobertura de saúde, reforço no policiamento, investimentos em educação, tecnologia e logística. Desde que foi relançado em 2023, o programa já recolheu mais de 5,7 mil solicitações em diferentes municípios paranaenses. Segundo a coordenação do projeto, ao menos oito novas edições estão previstas até o fim deste ano, com prioridade para cidades que ainda não receberam a estrutura itinerante da casa estadual de leis. Além da escuta pública, as edições do Assembleia Itinerante também têm oferecido serviços como emissão de títulos eleitorais e orientação jurídica por meio de parcerias com o TRE-PR e a Defensoria Pública do Estado. Também foram realizadas ações educativas com a Escola do Legislativo, que promoveu oficinas e palestras sobre gestão pública, energia solar e inteligência artificial. Leia mais: De olho nas eleições, Moro inicia caravana por 32 cidades do Paraná Durante os eventos, a ALEP ainda entregou homenagens a lideranças locais nas áreas de educação, agronegócio, empreendedorismo, terceiro setor e religiosidade. Em algumas cidades, a programação contou com recursos de realidade virtual e espaços interativos voltados à juventude. As informações coletadas são encaminhadas às comissões temáticas da Assembleia e, em muitos casos, dão origem a projetos de lei, indicações, emendas ao Orçamento e até parcerias institucionais. O deputado Alexandre Curi afirmou que a meta é manter o ritmo e consolidar a interiorização como eixo permanente da atuação do Legislativo. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!