Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito de Pontal do Paraná por compra de votos

Prefeito, vice e suplente de vereador são acusados de oferecer churrasco e canos de PVC em troca de apoio eleitoral A Justiça Eleitoral determinou a cassação do prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes Filho (MDB), o Rudão, por abuso de poder econômico durante a campanha de 2024. A decisão, assinada pelo juiz Ricardo José Lopes, também atinge a vice-prefeita, Patricia Millo Marcomini (PSD), e o suplente de vereador Ezequiel Tavares Alves (PSD). Os três foram considerados culpados por promover um churrasco em área carente do município e distribuir materiais de construção em troca de votos. O caso aconteceu no loteamento Olho d’Água, que não tem rede regular de água e esgoto. Durante um evento com eleitores, Rudão e Ezequiel teriam distribuído cerca de 35 canos de PVC de 50 milímetros para que moradores conseguissem fazer ligações clandestinas de água. Segundo relatos incluídos no processo, os materiais foram entregues junto com santinhos e pedidos explícitos de voto. A defesa dos acusados tentou justificar a doação dos canos como uma ação da associação de moradores local, mas a alegação foi rejeitada pela Justiça. Para o juiz, houve uso indevido de recursos com finalidade eleitoral, o que configura compra de votos e fere a igualdade de condições entre os candidatos. Ele classificou a prática como “gravíssima”, especialmente por explorar a vulnerabilidade dos eleitores. Leia mais: STF inicia interrogatório de Bolsonaro e outros réus por plano golpista Como consequência, além da cassação dos diplomas, o prefeito, a vice e o suplente de vereador foram declarados inelegíveis até 2032. Apesar da decisão, todos permanecem nos cargos por enquanto, já que cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PR). A defesa de Rudão e Patricia informou que vai recorrer da decisão, apostando na reversão da sentença nas instâncias superiores. Já o advogado de Ezequiel entrou com embargos de declaração, apontando contradições no texto da sentença. Caso a decisão seja mantida pelo TRE e, posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o município poderá ter novas eleições para prefeito. Enquanto isso, a gestão segue no cargo, mas sob a instabilidade política provocada pela sentença judicial. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Musk pede impeachment de Trump e ameaça programa da SpaceX com a Nasa

Bilionário publicou uma série de críticas e ameaças ao presidente estadunidense A guerra entre Elon Musk e Donald Trump ganhou capítulos novos nesta quinta-feira (6) em uma das crises políticas mais caóticos da política americana recente. Depois de ser alvo direto de críticas e ameaças por parte do presidente dos Estados Unidos, o bilionário reagiu com força: pediu o impeachment de Trump e anunciou o início da desativação do programa Dragon, da SpaceX, usado pela Nasa em missões à Estação Espacial Internacional. Tudo começou após Trump sancionar o polêmico “One Big Beautiful Bill”, um pacote trilionário que aumentou gastos públicos, cortou subsídios para veículos elétricos, afetando diretamente a Tesla, e desagradando Musk, que classificou a medida como “irresponsável” e “populista”. Em resposta, o presidente acusou Musk de agir por interesse próprio e ameaçou suspender todos os contratos federais com empresas ligadas ao empresário, como a própria Tesla e a SpaceX. O estopim veio quando Musk respondeu com um “Sim” a uma postagem no X (antigo Twitter) que pedia o impeachment de Trump e a posse do senador JD Vance como novo presidente. Pouco depois, o bilionário usou a mesma rede para dizer que o programa Dragon seria descontinuado, medida que afetaria diretamente a Nasa. Horas depois, Musk recuou parcialmente da decisão, mas o estrago já estava feito: as ações da Tesla despencaram mais de 14%, e a empresa perdeu cerca de US$ 150 bilhões em valor de mercado em poucas horas. Leia mais: Elon Musk deixa governo Trump após criticar pacote bilionário de gastos A troca de acusações virou uma guerra total. Musk sugeriu, sem provas, que Trump tem laços ocultos com Jeffrey Epstein e que estaria usando o governo para perseguir adversários. Do lado trumpista, nomes como Steve Bannon e aliados do Congresso defenderam investigações contra Musk e ameaçaram rever sua cidadania, já que Musk nasceu na África do Sul, além de defender o rompimento de todos os contratos públicos com suas empresas. Com o racha escancarado, a briga já afeta o campo político e eleitoral. Musk, que há uma semana era um dos maiores financiadores do Partido Republicano e chegou a comandar o Departamento de Eficiência Governamental (apelidado de DOGE), agora rompe de vez com Trump e sua base política. Aliados mais moderados do partido, como Vance, começam a ganhar destaque em meio ao conflito. Por enquanto, não há qualquer movimento formal no Congresso para iniciar um processo de impeachment contra Trump. Mas o embate entre os dois gigantes promete continuar alimentando os bastidores de Washington e os mercados nos próximos dias. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Ratinho Junior empata com Lula em pesquisa e vira nome forte da oposição para 2026

Quaest mostra governador do Paraná colado no presidente em cenário de segundo turno Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (5) colocou o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), no centro do tabuleiro político nacional. Segundo os números, Ratinho aparece tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno para a eleição presidencial de 2026. Lula tem 40% das intenções de voto, contra 38% de Ratinho, empate dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais. O desempenho do governador paranaense chama atenção não só pelo resultado em si, mas pela trajetória. Em março, Ratinho Junior aparecia com 35% contra 42% de Lula. Ou seja: encurtou a diferença e já está numericamente à frente de outros nomes da oposição, como Romeu Zema (Novo e Ronaldo Caiado (Uniõa Brasil), em alguns recortes da pesquisa. Leia mais: Desaprovação ao governo Lula sobe para 57%, mostra pesquisa Quaest Apesar de ainda não cravar a pré-candidatura, Ratinho tem adotado um discurso mais nacional e feito movimentações que alimentam a possibilidade. Em viagem recente à Europa, por exemplo, ele afirmou que sua geração tem “a responsabilidade de apresentar um projeto moderno de Brasil” e criticou a condução do governo federal em temas sociais. “Não dá mais para aceitar que a pobreza continue sendo tratada como problema estrutural eterno”, disse. Internamente, o PSD vê com bons olhos o crescimento de Ratinho Junior e já considera seu nome como uma alternativa competitiva para 2026, principalmente se Tarcísio optar por disputar a reeleição em São Paulo. Os principais oponentes nesse momento seria uma eventual composição de Kassab com a chapa de Lula ou uma eventual candidatura do governador Eduardo Leite. Neste casos, Ratinho pode se lançar ao Senado Federal. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Guto Silva entra no páreo para o governo do Paraná e diz estar “pronto para o debate político”

Secretário das Cidades reforça alinhamento com Ratinho Junior e espera definição do grupo político para 2026 O secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), entrou de vez no radar da sucessão ao governo do Paraná. Em entrevista coletiva durante um evento do programa “Asfalto Novo, Vida Nova”, Guto admitiu que está entre os cotados para disputar o Palácio Iguaçu em 2026, elogiou o governo Ratinho Junior (PSD) e disse estar preparado para representar o grupo político na próxima eleição estadual. “Temos muito trabalho para ser realizado neste período. Esse é um governo que transforma e que tem resultado nas mais diferentes áreas: educação, saúde, casas populares e geração de emprego. É por isso que um governo bem aprovado tem a condição de fazer um projeto de sucessão. Eu acredito que é necessário um projeto de continuidade, justamente para que essa metodologia tenha sequência. A gente sabe que isso tem conseguido mudar a cara do Paraná e isso significa melhorias na vida do cidadão”, disse o secretário A fala de Guto reforça que, apesar de ainda não haver uma decisão oficial, o jogo da sucessão já começou a se desenhar nos bastidores. Além dele, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, também aparecem como nomes fortes na disputa interna do PSD. Ratinho como fiador da sucessão Assim como Curi, Guto aposta na força política de Ratinho Junior como peça-chave da próxima eleição. Com mais de 80% de aprovação popular, segundo dados do próprio governo, o governador deverá ser o principal fiador da candidatura governista em 2026. E o apoio dele tende a ser decisivo. Leia mais: Alexandre Curi admite que pode disputar o governo do Paraná e cita Ratinho Junior como principal cabo eleitoral “Quando a população reconhece o trabalho do governador Ratinho Junior, isso obviamente é um atestado de [aprovação] de sequência. Obviamente a gente fica feliz de ser considerado nesse rol de sucessores. Eu reconheço que tem uma jornada. Nós temos bons nomes [no PSD]. Tem que trabalhar com muita humildade. Eu tô pronto para o debate [político]”, disse Guto Silva. Um Levantamento do Instituto IRG, divulgado no mês passado, mostra que um candidato apoiado por Ratinho Junior aparece com 41% das intenções de voto. Na sequência vêm o senador Sergio Moro (União Brasil), com 22,5%, e um nome associado ao presidente Lula (PT), com 17,5%. A ligação de Guto com Ratinho Junior é antiga e estratégica. Ele foi chefe da Casa Civil no primeiro mandato e hoje comanda a Secretaria das Cidades, uma das mais importantes do governo e que lida diretamente com os 399 municípios do estado. A mesma pasta foi ocupada por Eduardo Pimentel (PSD) antes de disputar a Prefeitura de Curitiba em 2024. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Alexandre Curi admite que pode disputar o governo do Paraná, mas diz priorizar responsabilidade como presidente da ALEP

Presidente da Alep diz que coloca o governador como peça-chave na eleição do ano que vem O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (PSD), abriu o jogo e admitiu pela primeira vez que pode entrar na disputa pelo governo do estado em 2026. Em entrevista concedida à imprensa durante um evento do programa “Asfalto Novo, Vida Nova”, o deputado disse que seu nome está no radar para ser candidato ao Palácio Iguaçu e deixou claro que, se isso acontecer, vai contar com um reforço de peso: o governador Ratinho Junior (PSD). “O governador Ratinho Junior ainda não se posicionou, apenas disse que o seu candidato será do PSD. Ele colocou entre os nomes, o meu como possível candidato a sua sucessão, mas a gente tem que, nesse momento cumprir com a nossa responsabilidade. Ratinho como governador e eu como presidente da Assembleia”, disse Curi. Além de citar a possibilidade de pensar em um futuro político como chefe do executivo paranaense, Alexandre Curi reforçou que as negociações ficarão para o ano que vem e que, independente de para que cargo decida concorrer, Ratinho Junior ainda será o principal palanque eleitoral da disputa paranaense. Leia mais: Deputado quer barrar venda de bebidas falsificadas no Paraná “Eu não tenho dúvida que o governador Ratinho Junior será o maior cabo eleitoral das eleições do ano que vem. O candidato apoiado por ele, a partir do momento em que o governador deixar bem claro quem é o seu candidato, haverá um grande crescimento nas pesquisas”, disse Curi, destacando o papel decisivo que Ratinho Junior deve ter na sucessão estadual. Candidato do PSD segue incerto Além de Curi, também são cotados para a disputa interna no PSD o secretário estadual das Cidades, Guto Silva, e o ex-prefeito de Curitiba e atual secretário de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca. Levantamentos recentes já mostraram que esse apoio pode ser decisivo. Pesquisa do Instituto IRG divulgada no mês passado aponta que um candidato apoiado por Ratinho Junior lidera a corrida ao Palácio Iguaçu com 41% das intenções de voto. Na sequência aparecem o senador Sergio Moro (União Brasil), com 22,5%, e um eventual candidato apoiado pelo presidente Lula, com 17,5%. Com mais de 80% de aprovação popular, segundo números do próprio governo, Ratinho deve ser o grande fiador da candidatura governista em 2026. E Alexandre Curi, aos poucos, vai se colocando como o nome natural para dar continuidade ao projeto. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Desaprovação ao governo Lula sobe para 57%, mostra pesquisa Quaest

É o pior índice desde o início do terceiro mandato; para 45%, gestão está abaixo do esperado A avaliação negativa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua em alta. Segundo a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (4), 57% dos brasileiros desaprovam a forma como Lula governa o país. É o maior índice de desaprovação desde o início do mandato, em janeiro de 2023. A aprovação caiu para 40%, enquanto 3% não souberam ou preferiram não opinar. A tendência de piora na avaliação do governo aparece em outros dados. Para 43% dos entrevistados, o trabalho de Lula até aqui é “negativo”, também a pior marca desde o início do governo. Outros 28% avaliam a gestão como “regular” e 26% como “positivo”. Além disso, 45% afirmam que o governo está “pior do que esperavam”. 44% acredita que a gestão Lula tem sido pior do que a de Jair Bolsonaro (PL). Leia mais: Petrobras anuncia nova redução da gasolina e preço deve cair 12 centavos no Paraná A pesquisa também mostra um aumento do pessimismo em relação ao rumo do país: 61% acham que o Brasil está indo na direção errada, contra 32% que veem o país no caminho certo. O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 29 de maio e 1º de junho, em entrevistas presenciais em 120 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Solidariedade e PRD vão oficializar federação no dia 11 de junho

Delegado Francischini será o presidente da nova aliança no Paraná e diz que objetivo é tirar o PT do poder O Solidariedade e o PRD vão formalizar uma federação partidária na próxima terça-feira (11), em Brasília. A união tem como foco fortalecer os partidos de direita nas eleições de 2026 e já tem liderança definida no Paraná: o delegado Fernando Francischini (Solidariedade) será o presidente da federação no estado. A criação da federação é permitida pela legislação eleitoral e obriga os partidos a atuarem juntos por pelo menos quatro anos, com funcionamento unificado no Congresso e nas disputas locais. Com isso, as siglas compartilham tempo de TV, fundo partidário e estratégia eleitoral. Leia mais: Fernando Francischini: da cassação inédita ao retorno à política Em entrevista ao Politiza, Francischini destacou que o novo grupo político pretende fazer frente ao governo Lula. O ex-deputado deixa explicito o tom oposicionista da federação: “A Federação formada pelo PRD e pelo Solidariedade vem para fortalecer os partidos de direita no Brasil. Precisamos de um movimento político forte que tenha por objetivo tirar o PT do poder. Não podemos mais admitir uma carga tributária tão elevada, sem falar na perda do poder aquisitivo de todos os brasileiros. Nós precisamos reagir.” A federação entre Solidariedade e PRD se soma a outros blocos já oficializados, como PT-PCdoB-PV e PSDB-Cidadania e PSOL-REDE e pode influenciar diretamente o tabuleiro eleitoral nas principais cidades do país. No Paraná, a expectativa é que o grupo tente impulsionar candidaturas alinhadas ao conservadorismo, com foco nas prefeituras de médio e grande porte. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Alexandre de Moraes manda prender Carla Zambelli e aciona a Interpol

Decisão suspende passaporte da deputada, bloqueia contas, imóveis e redes sociais O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). A decisão foi tomada após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar que a parlamentar deixou o país e estaria foragida, o que justificaria a necessidade de garantir a aplicação da lei penal. Além do mandado de prisão, Moraes determinou uma série de medidas para asfixiar as movimentações políticas e financeiras de Zambelli. O passaporte dela foi suspenso, e o nome da deputada será incluído na lista vermelha da Interpol, usada para localizar e prender foragidos da Justiça em qualquer país. A Câmara dos Deputados também foi notificada para suspender imediatamente o pagamento de qualquer verba parlamentar ao gabinete da deputada. E o cerco não para por aí: o Banco Central deve bloquear todas as contas bancárias ligadas a Zambelli, incluindo salários, transferências via Pix, uso de cartão de crédito e débito, investimentos, criptomoedas, ações e títulos. Veículos, imóveis, barcos e aeronaves em nome da deputada também entram no bloqueio. Leia mais: STF retoma julgamento para definir responsabilidade das big techs No campo digital, Moraes ordenou que redes sociais como Facebook, Instagram, TikTok, X (ex-Twitter), Telegram, YouTube, LinkedIn e GETTR suspendam os perfis de Zambelli. Além do bloqueio, as empresas devem repassar os dados cadastrais dela, preservar os conteúdos publicados e comprovar à Justiça o cumprimento das ordens. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 100 mil. E, para cada nova postagem que repita as condutas consideradas criminosas, a multa individual é de R$ 50 mil, inclusive se for publicada por terceiros. A ofensiva do STF atende a um pedido da PGR, que acusa Zambelli de promover ataques ao sistema eleitoral e ao Judiciário, mesmo depois de já ser alvo de outro inquérito no Supremo. A avaliação é de que, ao sair do país e declarar que não pretende voltar, ela estaria tentando fugir das consequências judiciais. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
STF retoma julgamento para definir responsabilidade das big techs

Decisão deve afetar diretamente como empresas como Google, Meta e X lidam com conteúdo publicado por usuários O Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar nesta quarta-feira (4) dois processos que vão definir até onde vai a responsabilidade das big techs, como Google, Meta (dona do Facebook e Instagram), e X (antigo Twitter), sobre o conteúdo que circula em suas plataformas. A decisão é considerada crucial para o futuro da internet no Brasil e deve estabelecer regras mais rígidas para a aplicação do Marco Civil da Internet, em vigor desde 2014. Na prática, o STF vai decidir se as plataformas digitais devem ser responsabilizadas por publicações de terceiros mesmo quando não houver uma ordem judicial prévia determinando a remoção do conteúdo. Atualmente, segundo o Marco Civil, essas empresas só são obrigadas a retirar do ar conteúdos ilegais depois que a Justiça manda. exceto em casos de nudez e pornografia de vingança, por exemplo. Os ministros julgam dois recursos: um deles envolve o Google e um usuário que se sentiu ofendido por um conteúdo publicado no Orkut, rede social já extinta; o outro trata de críticas feitas a um empresário em uma página do Facebook. O relator dos dois casos é o ministro Dias Toffoli, mas a discussão é acompanhada de perto pelos demais integrantes da Corte, pelo Congresso e por representantes do setor. Julgamento cria jurisprudência A decisão vai funcionar como um marco regulatório sobre moderação de conteúdo, especialmente em tempos de desinformação e discurso de ódio nas redes. O julgamento também deve influenciar a tramitação do chamado “PL das Fake News” no Congresso Nacional, que ainda não foi aprovado. Leis mais: Justiça solta MC Poze do Rodo e critica prisão feita pela Polícia Civil do RJ Os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e Luís Roberto Barroso votaram para ampliar as hipóteses de responsabilização das plataformas. O próximo a proferir seu voto é o ministro André Mendonça. O tema divide especialistas. De um lado, há quem defenda que responsabilizar as plataformas pode inibir a disseminação de conteúdo nocivo e obrigar as empresas a agirem com mais responsabilidade. De outro, há receios de que uma decisão nesse sentido possa levar à censura prévia e comprometer a liberdade de expressão na internet. O STF vai decidir, portanto, se as big techs podem ser responsabilizadas civilmente sem ordem judicial quando ficarem omissas diante de denúncias sobre conteúdo ilegal. Também pode fixar balizas para quando e como as empresas devem agir para retirar publicações que violem direitos de terceiros. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!
Câmara abre sindicância para investigar João Bettega, Tânia Guerreiro e Eder Borges

Corregedoria tem 30 dias para apurar denúncias envolvendo uso de cargos comissionados e possíveis irregularidades administrativas A Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba instaurou uma sindicância para apurar denúncias envolvendo os vereadores João Bettega (União), Sargento Tânia Guerreiro (Podemos) e Eder Borges (PL). A medida foi oficializada após a chegada de informações sobre possíveis irregularidades administrativas relacionadas à nomeação de servidores e ao histórico de integrantes dos gabinetes. A informação foi divulgada pelo Plural e confirmada pelo Politiza. João Bettega, que cumpre seu primeiro mandato, foi expulso do Movimento Brasil Livre (MBL) após se recusar a denunciar a nomeação de José Luiz Velloso como presidente do Instituto Municipal de Turismo. Velloso foi condenado por improbidade administrativa e, ainda assim, assumiu um cargo comissionado na estrutura da Prefeitura de Curitiba. A situação foi considerada incompatível com os princípios defendidos pelo movimento. Leia mais: Entenda a lei que quer multar uso de drogas em locais públicos de Curitiba Além disso, o gabinete de Bettega também é alvo de questionamentos por ter nomeado, em 12 de maio, o advogado Guilherme Wesley Santos Oliveira para o cargo de assessor parlamentar comissionado, com salário de R$ 15.720,27. Oliveira também tem condenação judicial anterior. As denúncias envolvendo a vereadora Sargento Tânia e o vereador Eder Borges ainda estão sendo apuradas. Ambos estão no segundo mandato e também podem ser responsabilizados caso a sindicância confirme indícios de infrações ético-administrativas. A investigação tem prazo de 30 dias para apurar os fatos e, caso as denúncias sejam confirmadas, poderá resultar na abertura de processo disciplinar contra os três parlamentares. A depender da gravidade das infrações apontadas, as punições podem incluir advertência, suspensão ou até a cassação do mandato. Outro lado Os vereadores João Bettega, Sargento Tânia Guerreiro e Eder Borges foram procurados pelo Politiza. Eder Borges afirmou não saber do que se trata a investigação. João Bettega enviou nota afirmando estar com a consciência tranquila. ”Estou com a consciência tranquila. Não pratiquei qualquer ato irregular e, por isso, recebo com serenidade a abertura da sindicância. Estou à disposição para colaborar com as apurações e certo de que, ao final, a verdade será restabelecida. Confio no trabalho sério e imparcial da Corregedoria da Câmara Municipal de Curitiba, que está apurando os fatos. Sigo exercendo meu mandato com responsabilidade, ética e compromisso com os mais de 12 mil votos que recebi, trabalhando firmemente na defesa dos interesses da população curitibana.” Ainda não obtivemos retorno da vereadora Sargento Tânia Guerreiro. Caso haja resposta, esta matéria será atualizada. Fique por dentro das notícias políticas também no instagram. Clique aqui!