Conflitos violentos em Lubero geram clamor por investigações e justiça

Ataques de rebeldes ligados ao Estado Islâmico resultaram em 89 mortes em Lubero, na República Democrática do Congo.
Rebeldes ligados ao Estado Islâmico matam 89 na República Democrática do Congo
Entre os dias 13 e 19 de novembro, ataques violentos realizados por integrantes das Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo rebelde conectado ao Estado Islâmico, resultaram na morte de pelo menos 89 civis na região de Lubero, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo. A missão de paz da ONU no país, conhecida como Monusco, denunciou os ataques em um comunicado nesta sexta-feira (21).
Dentre os mortos, estão pelo menos 20 mulheres e um número indeterminado de crianças. Um dos ataques mais impactantes ocorreu em um centro de saúde operado pela Igreja Católica em Byambwe, onde 17 pessoas foram mortas, incluindo mulheres que buscavam atendimento de maternidade. Além disso, os rebeldes incendiaram quatro alas do hospital, provocando destruição significativa.
A Monusco instou as autoridades congolesas a iniciarem investigações independentes e credíveis para identificar os responsáveis por essas atrocidades e garantir que sejam levados à justiça. Autoridades locais afirmaram que, em um ataque anterior, 19 civis foram mortos na vila de Mukondo, também na província de Kivu do Norte, por supostos membros da ADF.
A ADF, que começou como um grupo rebelde em Uganda, está estabelecida nas florestas da República Democrática do Congo desde a década de 1990. Reconhecida como uma afiliada do Estado Islâmico, a ADF foi classificada pelos Estados Unidos como uma organização terrorista em março de 2021. Enquanto isso, as operações do exército congolês e de forças ugandesas contra o grupo continuam, mas os ataques persistem.
Além disso, outras áreas da província de Kivu do Norte estão sob o controle de rebeldes do M23, que, apoiados por Ruanda, realizaram um avanço significativo neste ano. Mediadores, incluindo representantes dos Estados Unidos e do Qatar, tentam promover um diálogo de paz na região, que poderia facilitar investimentos ocidentais no setor de mineração, mas a violência continua a ser uma barreira significativa para a estabilidade.
A situação no leste da República Democrática do Congo é alarmante, com frequentes relatos de ataques violentos e massacres, especialmente contra civis. A comunidade internacional observa com preocupação a escalada de violência e a necessidade urgente de uma resposta eficaz para proteger a população e restaurar a paz na região.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: AFP










