Projeto de Ney Leprevost reaparece em plenário e promete mexer no protocolo oncológico paranaense

Projeto que cria Política Estadual de Oncofertilidade volta à pauta na Assembleia do Paraná para garantir acesso a tratamentos que preservem a fertilidade de pacientes com câncer.
A Assembleia Legislativa do Paraná retoma na próxima segunda-feira (10) a análise do projeto que pretende implantar uma Política Estadual de Oncofertilidade, lei que visa garantir a preservação da fertilidade para pacientes que enfrentam tratamento contra o câncer. A iniciativa, de autoria do deputado Ney Leprevost (Republicanos), volta à pauta em segundo turno com o substitutivo geral já aprovado em primeira votação.
Projeto amplia direitos, mas esbarra em urgência da saúde pública
A proposta busca não apenas ampliar o acesso a informações e técnicas reprodutivas durante o tratamento oncológico, mas também garantir que a legislação estadual promova o planejamento familiar pós-câncer. Entre as medidas estão a inclusão obrigatória da preservação da fertilidade nos protocolos médicos e a capacitação de profissionais de saúde para lidar com o tema, ainda pouco abordado no sistema público.
Outras pautas refletem a diversidade de interesses no plenário
Além do projeto de oncofertilidade, a sessão discutirá 11 proposições variadas. Em destaque, a valorização da economia circular com estímulos a brechós e bazares, propostas de reforço ao patriotismo através da execução semanal do Hino Nacional nas escolas estaduais, e homenagens à cultura e história local, como o Dia do Expedicionário Paranaense e a inclusão da Pêssanka como patrimônio cultural imaterial.
Regimento e proteção animal também em foco
A Assembleia ainda votará a alteração do Regimento Interno para restringir explicações pessoais em plenário, limitando abusos na palavra pelos deputados, e um projeto que proíbe uso de animais vivos como prêmios em campanhas e rifas, reforçando políticas de bem-estar animal.
Sessão ao vivo e expectativa por debates acalorados
A sessão plenária inicia às 14h30, com transmissão ao vivo pela TV Assembleia e YouTube. A volta do projeto de preservação da fertilidade ao plenário promete gerar embates entre parlamentares que discutem saúde pública, direitos individuais e a extensão do Estado em políticas sociais. O tempo dirá se o projeto avança sem percalços ou enfrenta resistência diante das prioridades do sistema de saúde paranaense.
Fonte: assembleia.pr.leg.br








