Ex-chanceler critica declarações do presidente dos EUA sobre pleito de 2026

Celso Amorim rebate declarações de Donald Trump que classificou as eleições brasileiras como 'fraudadas', destacando falta de informações do presidente dos EUA.
Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e assessor da Presidência para assuntos internacionais, afirmou nesta segunda-feira (26) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está mal informado sobre as eleições brasileiras de 2026. Trump, em declarações à imprensa, sugeriu que o pleito “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar evidências. Amorim relacionou a afirmação de Trump a possíveis restrições da Meta (empresa controladora do Facebook e Instagram) que afetaram a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito com 51,79% dos votos.
Trump também comentou que mantém uma boa relação com Lula, afirmando: “Gosto de Lula. Me dou muito bem com ele”, apesar das críticas ao processo eleitoral. O vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB), considerou a manifestação de Trump “totalmente equivocada” e ressaltou que líderes estrangeiros não devem interferir nas eleições de outros países, destacando a segurança e a confiabilidade do sistema de votação brasileiro.
A prorrogação da votação em duas horas pelo ministro do STF Cristiano Zanin, atendendo a pedidos da campanha de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) em locais com dificuldades de transporte e fortes chuvas, também foi alvo de críticas de Trump. A equipe de Flávio Bolsonaro questiona o resultado e planeja solicitar a cassação da chapa petista.
No mercado financeiro, a vitória de Lula gerou instabilidade, com queda significativa do Ibovespa e valorização do dólar comercial, refletindo o clima político e econômico pós-eleitoral.
Contexto político e diplomático
O embate entre as declarações de Trump e as autoridades brasileiras ocorre em um momento de tensão comercial, após imposição de tarifas extras dos EUA sobre produtos brasileiros. O governo Lula sinaliza continuidade nas negociações para reverter essas medidas. A resposta firme de autoridades brasileiras reforça a defesa do processo eleitoral e da soberania nacional diante de críticas externas.
Fonte: gazetadopovo.com.br










