Senador destaca vitória política e aposta em emprego e desenvolvimento para o Amapá

Davi Alcolumbre celebra avanço na exploração de petróleo na Foz do Amazonas, destacando luta política e possibilidade de empregos no Amapá, enquanto ambientalistas alertam para riscos.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado e um dos principais impulsionadores da exploração petrolífera na Foz do Amazonas, comemorou com contundência a identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 km da costa do Amapá. Para o senador, trata-se de “um dia histórico para o Brasil e para a região”, resultado de anos de pressão política para permitir pesquisas na Margem Equatorial.
Alcolumbre atribui à descoberta a confirmação de sua luta pelo direito de pesquisar e explorar as riquezas locais, ressaltando que a atividade deve ser convertida em emprego, renda e qualidade de vida para o povo amapaense, além de impulsionar o desenvolvimento nacional.
A persistência do senador incluiu articulações diretas entre Petrobras e Ibama, além de tentativas legislativas, como a proposta de emenda ao PL 2.159/2021 para criar uma Licença Ambiental Especial (LAE) que facilitaria o licenciamento de empreendimentos estratégicos, como a extração na região.
Contudo, o processo não se deu sem controvérsias. Ambientalistas e especialistas denunciaram riscos à biodiversidade da área, uma das mais ricas do planeta, classificando a autorização para perfuração como uma ameaça à agenda climática global. O episódio de vazamento de fluido de perfuração em janeiro, que levou à paralisação temporária e multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras, reforça o alerta sobre os perigos ambientais.
A Petrobras detém 100% da área e iniciou o trabalho após autorização do Ibama em outubro de 2025, pouco antes da COP30 sediada pelo Brasil, um momento de tensão entre desenvolvimento econômico e compromissos ambientais.
Embora a vitória política de Alcolumbre seja evidente, o embate entre exploração econômica e preservação ambiental permanece acirrado, indicando que a pauta continuará quente no Congresso e na opinião pública brasileira.








