Alckmin Aposta em Encontro Lula-Trump para Aliviar Tarifas e Reduzir Juros no Brasil


O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, manifestou otimismo em relação a um possível encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Segundo ele, a reunião poderia destravar negociações cruciais para a redução de tarifas sobre produtos brasileiros, impulsionando o comércio bilateral. A declaração foi feita em entrevista à Rádio CBN nesta segunda-feira (29).

Alckmin acredita que o diálogo direto entre os líderes pode acelerar a concessão de novas exceções ao sistema tarifário e até mesmo reduzir as tarifas em 50% para os setores mais afetados. Embora ainda não haja informações sobre a data ou formato do encontro, o vice-presidente considera essa reunião um passo fundamental para o avanço das negociações. Ele ressaltou o papel crucial do setor privado nesse processo, visando à minimização do impacto das tarifas.

“Nós estamos confiantes de que terá uma boa conversa entre o presidente Lula e o presidente Trump e que isso possa destravar ainda para a gente avançar mais”, afirmou Alckmin, demonstrando esperança em resultados positivos. Ele mencionou que, embora desconheça os motivos da maior abertura de Trump às negociações, considera a mudança um sinal positivo, reiterando que os argumentos lógicos favorecem o Brasil.

Além das questões comerciais, Alckmin abordou a perspectiva de redução da taxa Selic. Ele expressou otimismo em relação a uma queda mais rápida da taxa básica de juros, argumentando que fatores que antes pressionavam a inflação, como a alta do dólar e problemas na safra, já não exercem a mesma influência. Alckmin também enfatizou que os juros elevados representam um obstáculo para o controle da dívida pública.

Por fim, o vice-presidente anunciou que, em 15 dias, viajará à Índia para negociar a abertura de novos mercados para produtos brasileiros. Ele ressaltou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil está atrelado a uma queda mais célere da taxa de juros, e que o efeito da redução dos juros leva meses. “Se nós conseguirmos ter uma redução mais rápida da taxa Selic, o efeito da redução dos juros não é imediato, ele leva meses. Então, se você conseguir ter uma redução mais rápida, o PIB vai crescer mais”, concluiu.

Fonte: http://odia.ig.com.br


Veja também

Israel registra alta participação eleitoral em eleição decisiva para Netanyahu

Eleitores israelenses compareceram em ritmo recorde às urnas para decidir continuidade de Netanyahu no cargo …

Wajngarten e Marinho negam saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Fábio Wajngarten e o senador Rogério Marinho negaram que Flávio Bolsonaro tenha deixado o Brasil …

PF retoma investigação sobre fundos de previdência ligados ao caso Master

A Polícia Federal reprisa a ofensiva contra fundos de previdência que aplicaram bilhões em títulos …

São José dos Pinhais promove Semana da Economia no Armazém da Família

São José dos Pinhais realiza a Semana da Economia no Armazém da Família, com oito …

Dólar abre em queda a R$ 5,36 após eleições presidenciais

Dólar abriu em queda de 0,85%, cotado a R$ 5,36 nesta terça-feira, refletindo a expectativa …

Governo define indenização mensal de R$ 17,5 mil a Dilma por perseguição na ditadura

Ministério dos Direitos Humanos fixou indenização mensal de R$ 17.562,80 a Dilma Rousseff por perseguição …

Últimas Notícias

Israel registra alta participação eleitoral em eleição decisiva para Netanyahu

Eleitores israelenses compareceram em ritmo recorde às urnas para decidir continuidade de Netanyahu…

Wajngarten e Marinho negam saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Fábio Wajngarten e o senador Rogério Marinho negaram que Flávio Bolsonaro tenha deixado o Brasil…

PF retoma investigação sobre fundos de previdência ligados ao caso Master

A Polícia Federal reprisa a ofensiva contra fundos de previdência que aplicaram bilhões em títulos…

São José dos Pinhais promove Semana da Economia no Armazém da Família

São José dos Pinhais realiza a Semana da Economia no Armazém da Família, com oito produtos em…

Dólar abre em queda a R$ 5,36 após eleições presidenciais

Dólar abriu em queda de 0,85%, cotado a R$ 5,36 nesta terça-feira, refletindo a expectativa do…