Escola de samba explora o enredo dos opostos no carnaval da Marechal Deodoro em 14 de fevereiro

Acadêmicos da Realeza destaca a dualidade dos opostos no samba-enredo e busca o título no carnaval de Curitiba em 14/2.
Acadêmicos da Realeza e a dualidade dos opostos no desfile de 14 de fevereiro
A Acadêmicos da Realeza apresenta no carnaval de Curitiba, na avenida Marechal Deodoro no dia 14 de fevereiro, um enredo que explora a dualidade dos opostos, tema central expressado no conceito oriental do yin-yang. A escola aposta na ideia de que os contrários coexistem e se complementam, refletindo na cultura, na vida cotidiana e no próprio carnaval. A diretora de harmonia Bárbara Murden reforça que o desfile busca dialogar com o público de forma leve, celebrando a transformação e a alegria inerentes à festa.
O samba-enredo e a construção coletiva do tema
O samba-enredo ‘Entre o Preto e o Branco, Tudo é Dois, Tudo é Um’ foi selecionado por meio de um concurso nacional, que contou com a participação de 14 compositores. A letra enfatiza a transformação constante e a coexistência dos contrários, acompanhada por metáforas como o tabuleiro de xadrez que simboliza o equilíbrio entre forças distintas. A escolha do tema refletiu um processo coletivo dentro da escola, com sugestões debatidas e definidas pela diretoria, que depois foram traduzidas em alegorias e fantasias pelos carnavalescos.
Estrutura e preparação para o desfile na Marechal Deodoro
O desfile da Acadêmicos da Realeza contará com aproximadamente 450 componentes distribuídos em 12 alas e três carros alegóricos. Nos bastidores, mais de 50 profissionais trabalham intensamente na confecção das fantasias e na organização do espetáculo, entre ateliê, quadra e barracão. A preparação visa garantir uma apresentação visualmente impactante que transmita o conceito da dualidade e mantenha a tradição da escola, fundada em 1997 e com 11 títulos no carnaval curitibano.
Impacto cultural e social da escola no cenário local
A Acadêmicos da Realeza, batizada pelo sambista Neguinho da Beija-Flor, posiciona-se como uma escola que valoriza a memória cultural do Paraná e de Curitiba, além de promover a formação cultural por meio de oficinas de percussão e participação ativa em eventos locais. O desfile evidencia a riqueza das contradições humanas, como o contraste entre o luxo e o lixo ou a ascensão do pobre a rei durante o carnaval, reforçando o papel social da manifestação popular e sua capacidade de integrar diferentes realidades.
O simbolismo dos opostos no carnaval e seu significado para o público
O enredo traz à tona a essência do carnaval como um espaço onde opostos coexistem em harmonia. A relação entre preto e branco, dia e noite, bem e mal e outras dualidades são apresentadas como elementos que não se anulam, mas que juntos formam um todo equilibrado. Este simbolismo é ampliado pela música e pela visualidade do desfile, que convidam o público a refletir sobre as contradições da vida e a celebrar a diversidade cultural e a transformação social promovidas pelo evento.
Fonte: www.curitiba.pr.gov.br
Fonte: Luiz Pacheco/FCC










