Indicador recua 0,8% em outubro, refletindo incertezas no consumo doméstico

A intenção de consumo das famílias brasileiras recuou 0,8% em outubro, marcando o terceiro mês seguido de queda, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O índice ficou em 103,6 pontos, igual ao registrado em janeiro.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou que a intenção de consumo das famílias brasileiras apresentou queda de 0,8% em outubro, registrando o terceiro mês consecutivo em baixa. O indicador alcançou 103,6 pontos, o mesmo patamar visto em janeiro deste ano.
O levantamento considera sete aspectos distintos que mostraram recuo em outubro: emprego anual (-0,7%, 126,6 pontos); renda atual (-0,3%, 122,6 pontos); nível de consumo atual (-1,3%, 90,1 pontos); perspectiva profissional (-0,6%, 102,4 pontos); perspectiva de consumo (-1%, 107 pontos); acesso ao crédito (-0,7%, 102,9 pontos) e momento para compra de bens duráveis (-1,8%, 74 pontos).
A queda foi homogênea entre as faixas de renda, com famílias que recebem até 10 salários mínimos registrando índice de 101,4 pontos após recuo de 0,8%. Entre aquelas com renda superior a 10 salários mínimos, o índice caiu igualmente 0,8%, ficando em 115,4 pontos.
José Roberto Tadros, presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, avaliou que, apesar da queda, o período é positivo para o comércio devido a datas comemorativas como o Dia das Crianças, Black Friday e festas de fim de ano. Ele ressaltou, porém, que consumidores poderiam estar financeiramente mais preparados, citando incertezas internas e externas que influenciam o comportamento de consumo, mesmo com estabilidade da massa salarial e taxa de ocupação.
A desaceleração na intenção de consumo ocorre em um cenário de cautela econômica, com o setor do varejo atento às próximas movimentações do mercado e ao comportamento dos consumidores diante do calendário promocional e das condições econômicas do país.
Fonte: metropoles.com










