David Solomon afirma que modelos avançados são menos relevantes para o cotidiano empresarial

David Solomon, CEO do Goldman Sachs, anunciou investimento de US$ 500 milhões em IA focada em pequenas empresas, afirmando que o futuro da tecnologia para esse segmento não depende dos modelos mais avançados.
David Solomon, CEO do Goldman Sachs, destacou nesta quinta-feira que o futuro da inteligência artificial (IA) para pequenas empresas não depende dos modelos de ponta, que são caros e voltados para áreas específicas como cibersegurança, defesa e saúde. Em evento na sede do banco em Manhattan, Solomon anunciou um investimento de US$ 500 milhões para o lançamento do Small Business AI Institute, programa que integra a próxima fase do 10,000 Small Businesses, iniciativa criada para oferecer educação, acesso a capital e suporte para pequenos empresários nos Estados Unidos.
Segundo Solomon, que falou acompanhado por representantes de empresas como Anthropic, Google, Meta e OpenAI, os chamados modelos de fronteira são importantes para setores especializados, mas para a maioria das pequenas empresas, modelos básicos já disponíveis são suficientes para melhorar a produtividade e o retorno sobre investimento. Ele ressaltou que a tecnologia avança rapidamente, mas que o desafio está em usar as ferramentas certas de forma eficiente. “O importante é fazer certo, não fazer mais rápido”, afirmou.
O programa apoiado pelo Goldman Sachs pretende oferecer treinamentos práticos, certificações profissionais e pesquisas sobre o uso da IA no cotidiano das pequenas empresas. Por exemplo, o Google disponibilizará seu certificado profissional de IA, enquanto a Anthropic promoverá workshops e pesquisas colaborativas. Dados do banco indicam que 86% dos pequenos empresários já utilizam IA, principalmente chatbots e recursos incorporados em softwares, mas a maioria ainda gasta pouco e depende de ferramentas acessíveis. Além disso, muitos identificam a necessidade de mais capacitação para integrar a tecnologia às operações centrais.
Solomon ressaltou que o instituto terá três pilares: treinamento, pesquisa e acesso a capital, destacando que o financiamento ainda é uma limitação para a adoção da IA em pequenas empresas. Ele também comentou que a IA não elimina empregos, mas pode aumentar a alavancagem dos negócios sem elevar os custos fixos. Exemplos apresentados incluem o uso da IA para planejamento estratégico, marketing e desenvolvimento de produtos, como relatado por empresários convidados ao evento.
Entre os casos práticos, Allison Dunn, fundadora da Hibiscus Brew, relatou que usa a IA para organizar tarefas, desenvolver cardápios e treinar habilidades, sempre considerando o resultado um primeiro rascunho a ser aprimorado manualmente. Outro empresário, Hagan Walker, usa a IA para otimizar embalagens, criar temas para sites e analisar dados publicitários, mantendo a supervisão humana em áreas sensíveis como direitos autorais.
O programa reforça o papel das pequenas empresas, que representam 99% das companhias nos EUA, e reforça o compromisso do Goldman Sachs em apoiar o segmento com recursos financeiros e tecnológicos para a adoção eficaz da IA como ferramenta de crescimento e competitividade.










