Presidente critica patrimônio do senador e pede transparência antes do segundo turno

Lula reaparece em Porto Alegre para cobrar que Flávio Bolsonaro comprove honestidade com abertura de sigilos bancário e telefônico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cobrar que o senador Flávio Bolsonaro (PL) comprove sua honestidade por meio da abertura dos sigilos bancário e telefônico, em discurso realizado nesta segunda-feira (19/10), em Porto Alegre (RS). Lula afirmou que o Brasil não pode ter um “miliciano” na Presidência da República, reforçando a crítica feita durante o primeiro debate presidencial do segundo turno, realizado no domingo (18/10).
Lula desafia Flávio Bolsonaro a provar honestidade
O presidente propôs que ambos os candidatos e seus familiares autorizem a quebra de sigilos por meio de procurações direcionadas aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Lula afirmou que pretende entregar os documentos à Justiça para que as investigações sejam conduzidas e divulgadas à população, visando esclarecer quem é honesto ou não.
“Eu quero que a Justiça investigue. E depois divulgue para o povo brasileiro saber quem é ladrão ou quem não é ladrão nesse país”, declarou. O petista destacou ainda que incluiu os filhos na proposta, reforçando o caráter amplo do pedido.
Críticas ao patrimônio de Flávio Bolsonaro
No discurso, Lula comparou seu apartamento de 190 metros quadrados, adquirido em 1998, ao imóvel de R$10 milhões que Flávio Bolsonaro comprou à vista, questionando a origem dos recursos do senador. O presidente defendeu que os eleitores tenham acesso a essas informações para fundamentar seu voto.
“Acho que está na hora de a sociedade brasileira, ao votar, saber em quem está votando. Não é um jogo de loteria, não é um jogo de peteca, é um jogo de defender os interesses soberanos do nosso país”, afirmou.
Contexto eleitoral
A iniciativa de Lula ocorre a menos de uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10). Até o momento, o compromisso envolve um acordo público entre os candidatos, sendo que a abertura efetiva dos sigilos depende dos trâmites legais e das autorizações apresentadas às autoridades competentes.
O presidente também ressaltou a importância de ambos os candidatos apresentarem suas trajetórias e aceitarem a avaliação da Justiça para evitar acusações sem comprovação. “Todo mundo sabe a vida pregressa dele. Todo mundo conhece a minha biografia. Todo mundo sabe a história de cada um”, concluiu.





