Trump adia decisão sobre sanções à Rússia por até 60 dias

Secretário Marco Rubio informa período para avaliar impacto econômico das medidas

Trump adia decisão sobre sanções à Rússia por até 60 dias
Donald Trump durante evento em Mar-a-Lago, Flórida

Presidente dos EUA suspendeu sanções à Rússia e deve levar até 60 dias para avaliar impacto econômico, segundo secretário de Estado Marco Rubio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão das sanções e tarifas relacionadas à Rússia previstas na Lei Graham, sancionada no mês anterior. Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, Trump deve levar até 60 dias para avaliar o impacto econômico dessas medidas, que foram dispensadas provisoriamente a poucos dias da sua aplicação.

Durante declaração em seu clube em Mar-a-Lago, na Flórida, Trump afirmou que ainda não tomou uma decisão final sobre as sanções, indicando que o prazo de avaliação se estende para um período de até dois meses. Rubio explicou que o presidente deseja analisar profundamente as consequências econômicas tanto para os Estados Unidos quanto para a economia global.

A suspensão das sanções ocorre em um momento marcado pela alta dos preços da energia e pela instabilidade gerada pela guerra no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia. Além das sanções diretas à Rússia, a Lei Graham prevê tarifas para países que importam petróleo russo, como a Índia, importante parceiro comercial dos EUA.

A decisão gerou críticas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, que alertou sobre o risco de encorajar o presidente russo Vladimir Putin e prolongar o conflito. Paralelamente, Rubio defendeu um acordo entre EUA e Rússia para aumento do fornecimento de diesel aos mercados globais, buscando reduzir os preços dos combustíveis.

Segundo o acordo mencionado, a Rússia forneceria inicialmente mais de 300 mil toneladas de diesel aos Estados Unidos, com entregas previstas para novembro e meses seguintes. Rubio destacou que os conflitos globais recentes estão se cruzando, impactando diretamente o abastecimento energético mundial.

Este cenário complexo coloca o governo dos EUA diante do desafio de equilibrar pressões econômicas internas e a postura internacional frente à Rússia, especialmente a poucas semanas das eleições de meio de mandato.